Quem vive do diesel em Caçador já percebeu na bomba. Nos postos da cidade, o litro, que custava em média entre R$ 6,39 e R$ 6,49, passou a ser vendido entre R$ 6,99 e R$ 7,20. É uma alta de R$ 0,50 a R$ 0,80 por litro. E o alívio que ajudava a segurar o preço pode acabar na segunda-feira, 26 de outubro.
Essa é a data final da subvenção federal de R$ 2,12 por litro de diesel, um desconto bancado pelo governo para amenizar a alta do petróleo. A Portaria 2.946/2026, do Ministério da Fazenda, prorrogou o benefício por 30 dias a partir de 27 de setembro, e o prazo termina um dia depois do segundo turno das eleições. O valor resultou de uma portaria de 15 de setembro, que somou mais R$ 1 aos R$ 1,12 que já valiam.
O dinheiro não vai direto ao consumidor. É pago a produtores e importadores, que precisam repassar o desconto ao preço do combustível. Em outubro, o governo reforçou o apoio ao diesel importado: uma subvenção adicional de R$ 1,40 por litro, válida por 30 dias a partir de 13 de outubro, leva o auxílio a R$ 3,52 por litro.
No país, o combustível também subiu. Na primeira quinzena de outubro, o diesel comum avançou 6,67% e chegou a R$ 7,20 em média.
O futuro do benefício é incerto. Não há posicionamento oficial sobre o que acontece depois de 26 de outubro, e o governo diz que reavalia os subsídios todo mês. O ministro da Fazenda, Dario Durigan, negou relação do reforço às importações com o calendário eleitoral.
Para caminhoneiros, transportadoras e produtores rurais, a atenção agora está no Diário Oficial. Uma nova portaria, ou a falta dela, pode mexer de novo no preço da bomba, do frete e dos alimentos.
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