O Movimento dos Trabalhadores Sem Terra ocupa, desde a madrugada desta segunda-feira, 10, uma área da Epagri de Caçador. Ao todo, são 58 famílias acampadas no local, oriundas de Lebon Régis.
O principal argumento é de que as terras não pertencem à Epagri e sim à União e são destinadas para a reforma agrária. “Essa área foi ocupada há tempos, mas tivemos que sair por conta de um processo ilegal que a Justiça deu ganho de causa à Epagri, mas não é deles”, afirmou Claudio Alves, representante das famílias acampadas.
O objetivo dos acampados é ficar nas terras e iniciar uma produção. “Sabemos que já vai chegar o inverno, mas queremos nos organizar para que possamos começar a plantar hortaliças e viver aqui”, destacou Claudio.
Os integrantes do MST garantiram ainda que vieram para trabalhar e deixaram até mesmo o acampamento aberto para quem quiser conhecer. “São famílias trabalhadoras, ninguém é baderneiro, bandido. Tanto é que nós temos um cadastro junto ao INCRA para formalizar o assentamento. Dizemos para a população de Caçador e região que venham visitar, pois estará de portas abertas”, acrescentou o representante.
A Prefeitura será procurada para que sejam disponibilizadas vagas em escolas para as crianças. “Estaremos aqui, comprando no município e trazendo renda. Vamos viver daqui”, finalizou Claudio.
A Direção da Epagri não se pronunciou a respeito do assunto já que estava reunida com representantes do Exército Brasileiro, que seria o responsável pela área ocupada pelo MST.
Ao todo, 58 famílias estão acampadas no local. Argumento é de que as terras são para a reforma agrária








