Entidades da Fiesc e da Fecomércio estão se mobilizando contra a apropriação indevida do Governo Federal de 30% de recursos destinados a cada um deles. Em coletiva nesta quinta-feira, 24, cada um dos representantes do Sistema S em Caçador apresentaram os impactos desse corte para os caçadorenses. A pretensão do governo de desviar contribuições realizadas a entidades como SESI e SENAI fechará escolas e unidades de serviço médico, além de encerrar milhares de matrículas no estado.
A diretora do Senai, Silvana, destacou a perda que os jovens teriam principalmente para entrar no mercado de trabalho. “Se esse confisco se confirmar haverá um corte de 40 mil vagas estaduais para SESI e Senai. Isso impactaria em mais de 50 unidades das duas instituições. Nós não temos um número exato em casas da região, mas hoje o Senai atua com compulsório na primeira formação técnica para jovens de 14 e 24 anos. Para estes jovens esta modalidade de curso ela corresponde como a porta de entrada do mercado de trabalho”, comentou.
O Senac seria mais uma das entidades que oferece cursos gratuitos e seria afetada em Caçador. “Em 2015 o Senac desenvolveu diversas ações no Programa Senac de Gratuidade. Isso contemplou mais de mil alunos que fizeram cursos de formação profissional, jovem aprendiz e cursos técnicos. Teremos com certeza um impacto bastante significativo com este corte de 30% que afetará tanto na entrada de novos alunos como na questão de infraestrutura”, destacou o diretor do Senac, Fabiano Archer.
O diretor regional do Sesi, Daniel Tenconi, salientou a perda dos trabalhadores com o confisco. “Em Caçador serão centenas de trabalhadores que deixarão de ser atendidos em nossos cursos. Mais de 7 mil profissionais deixaram de ser qualificados pela nossa modalidade de educação corporativa, além de centenas de alunos que participam do programa Atleta para o Futuro. Essas crianças deixarão de ser atendidas em virtude dessa redução”, disse.
O Sesc poderá ficar sem o projeto de Educação infantil previsto para 2016. “A cultura seria a primeira afetada por esse corte aqui em Caçador. Logo depois a gratuidade de 800 pessoas e também a educação. Isso afetará diretamente a educação infantil SESC Escola que entrará em licitação no ano que vem. Uma obra de 7 milhões de reais no Berger e essa atividade será cancelada se realmente acontecer esse corte”, explicou o diretor de Sesc, Sergio.
Valdir Binotto, representante da Fecomércio mostrou sua indignação com a atitude tomada pelo governo. “Não é perder. O governo está metendo a mão no que não é deles. 1,5% pago pela folha de pagamento das empresas do comércio vai para essas entidade e o governo quer tomar deixando de ser atendido no Brasil as parte gratuitas. Nos sentimos roubados. O dinheiro não é do governo federal, esse dinheiro vem das empresas do comércio e está sendo retirado”, enalteceu.
Com esse confisco, os desamparados serão principalmente os trabalhadores da indústria. “Se o governo tira do Sesi, do Senai, ele está tirando muito mais do trabalhador. A nossa sociedade está sendo penalizada já que o governo está tirando o governo da indústria que é investido em educação, lazer e qualificação profissional para levar os 30% para tapar o buraco. Eles deviam fazer o trabalho dele e não mexer no que está dando certo”, comentou o vice-presidente regional da Fiesc, Gilberto Seleme.
“Pedimos que a sociedade se mobilize, acione seus senadores e deputados através das redes sociais, e-mails e mensagens para não deixar passar uma medida dessa, tão deselegante perante a sociedade”, finalizou.








