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Vem Cá, Mulher!

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Eu já sei que você é um poço de confusão e insegurança, que ainda por cima seus hormônios são tão instáveis quanto o meu batimento cardíaco nessas horas que não sei bem se vou ou se fico. Vem Cá Mulher, deita no meu peito, sei que tem esses tempos que você não quer nem ver minha cara lavada, ou que até a minha barba te irrita, mas deita aqui que eu esqueço o quanto você é “de lua”, por que sei que em todas as luas precisa de mim.

Já sei que me chama pra fazer aquela comida que você gosta e no dia seguinte, quer seu espaço e eu te sufoco. Mas, Vem Cá Mulher, deixa eu te contar que amores são assim mesmo. Tu lembra do começo, do sexo transbordando a gente, agora é tênue, há outras prioridades que incluem nosso colo, ou você fazendo minhas unhas roídas. Vem Cá Mulher, eu entendo você, faço birra de criança, viro a cara e durmo esbravejando, mas basta o sono chegar e gente trança as pernas, joga o cobertor e dorme ali, assimétricos e necessários.

Longe de mim querer o título de homem perfeito, não sou mesmo, as vezes me pego olhando umas pernas ou peitos por aí, mas cá entre nós, opulência até chama a atenção mas gosto das tuas curvas, redondezas e redundâncias, da tua pequenez no meu colo. Vem Cá Mulher, larga isso de ser menina, até acho bonita tua voz fofinha, mas, não dá pra agir como adolescente sempre, não se tem boas estatísticas sobre isso.

Briga, xinga, fala tudo de uma vez, mas depois esquece, vou te esperar com o jantar na mesa, por que nada resiste a uma mesa a dois. Sou bom na cozinha, mas não acerto o seu miojo e nem sei fazer nescafé. Me perdoe mas coisas rápidas não são o meu forte. Tudo fica tão ajeitadinho com nós dois na mesa que nem parece uma casa em que um homem mora sozinho, eu até lavo a louça pra te esperar.

Vem Cá Mulher, que eu te encho dos meus clichês, da minha utopia onde tudo dá certo, te faço um cafuné, mas vou te despir com os olhos, por que o cheiro daquele óleo de banho me desmonta inteiro. Sou teu palhaço preferido, vou e volto se você quiser, já pensei até que por perderia minha pose de macho, ou me anularia como esses textos machistas que ando lendo. Eu acerto minha vida e meu trabalho longe dos teus olhos, e sempre pareço livre, disponível pra quando você quiser. Já teve dias que eu também não queria te ver, e te vi, e até esqueci por que não queria.  

Vem Cá Mulher, que o Amor é isso, não é comandar, é render-se. Não é submeter-se, é entregar. Amor não é pedir, é doar. Vem Cá Mulher, que minha mão afaga essa tua angústia, que conheço tua nuca e a moleza que te dá. Se você quiser, a gente fica na varanda até dar sono. Já sei que hoje, você não tá a fim de falar ou de fazer qualquer outra coisa, mas não vou deixar de ser seu, e minha insistência é só pra te dar colo, tá certo? Então Vem Cá Mulher! 

Giovane Galvan

www.facebook.com/giovanegalvanreal

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