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Variante Pirola do coronavírus sobe na classificação de alerta da OMS

Gabriel Malheiro

Gabriel Malheiro

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Variante

Com crescimento de casos na Europa, Organização Mundial da Saúde subiu o nível de preocupação, e agora a Pirola é uma variante de interesse

Com o crescimento de casos de pacientes infectados com a variante Pirola (BA.2.86) da Covid-19 na Europa, especialmente na França e Inglaterra, a Organização Mundial da Saúde (OMS) decidiu na última quarta-feira (22/11) colocá-la no rol das variantes de interesse.

Isso significa que há uma maior preocupação do organismo internacional com o risco de espalhamento da variante e a vigilância deve ser reforçada. A classificação de variante de interesse é um aumento de grau em relação ao que a Pirola estava anteriormente, de variante sob monitoramento.

“Não vemos uma mudança na gravidade em comparação com outras sub-linhagens, mas percebemos um aumento lento e constante na sua detecção em todo o mundo”, explica a epidemiologista Maria Van Kerkhove, diretora da OMS para a preparação e prevenção de epidemias e pandemias. Ela foi responsável pelo relatório que determinou o aumento do nível de gravidade.

Presente em 41 países, inclusive no Brasil, a variante Pirola tem sido responsável por cada vez mais pacientes com Covid-19 ao redor do mundo. Em setembro, ela representava cerca de 1,8% dos casos sequenciados — atualmente, são cerca de 8,9%.

A maior parte dos diagnósticos atualmente é causado pela variante Eris, que representa cerca de 50% do vírus circulando no mundo.

Epidemiologistas apontam que, mesmo com a doença se tornando menos letal, isso não é motivo para se descuidar: a onda de infecções vivida agora pode ser maior do que imaginamos Getty Images

Identificada em fevereiro de 2023, a nova variante do coronavírus (EG.5 ou Eris) se espalhou por vários continentes e parece estar associada a um maior risco de contágio Getty Images

A Eris, como a cepa tem sido chamada, surgiu a partir da Ômicron e apresenta alterações na proteína spike do vírus, justamente a parte do patógeno que a maioria das vacinas atua Getty Images

A variante BA.2.86 ficou conhecida popularmente como Pirola e apresenta variações substanciais em relação à Ômicron Getty Images.

Em ambos casos, não há dúvida que o risco de doença grave e morte é muito menor do que há um ano, graças ao aumento da imunidade da população por vacinação, infecção ou ambos, e pelo diagnóstico precoce com melhor atendimento clínico, segundo a OMS Getty Images

Assim como aconteceu com as outras variantes, os idosos e as pessoas com sistema imunológico fragilizado correm maior risco de complicações após a infecção pelo coronavírus. Mas isso não significa que os demais indivíduos não sejam afetados Getty Images

Epidemiologistas apontam que, mesmo com a doença se tornando menos letal, isso não é motivo para se descuidar: a onda de infecções vivida agora pode ser maior do que imaginamos Getty Images

Identificada em fevereiro de 2023, a nova variante do coronavírus (EG.5 ou Eris) se espalhou por vários continentes e parece estar associada a um maior risco de contágio Getty Images

O que é uma variante de interesse?

As variantes de interesse são aquelas que possuem mutações que podem afetar a saúde das células humanas e que respondem pior a tratamentos. O nível superior é o das variantes de preocupação, que possuem maior transmissibilidade ou causam quadros mais graves da doença.

Atualmente, além da Pirola, estão entre as variantes de interesse a Eris, a Kraken e a Arcturus. Ainda existem outras seis variantes do coronavírus no nível mais baixo, porém, no momento, nenhuma é considerada como de preocupação.

Aumento traz maior risco?

Por hora, a OMS afirma que não é preciso se desesperar. Não existem indicativos de aumento perigoso na proporção de contágios e, por isso, um possível retorno da pandemia ou alta exponencial de casos como ocorreu com a Ômicron seguem improváveis.

Desde 5 de maio deste ano, a OMS não considera a Covid-19 uma emergência de saúde global, status no qual estava desde 30 de janeiro de 2020. Cerca de 13,5 bilhões de vacinas contra a doença já foram aplicadas em todo o mundo.

Com informações Metrópoles 

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