Essa história é conhecida em Caçador. Seus protagonistas ainda estão bem vivos. Já aposentados, mas maioria morando na cidade. Sempre que alguém está contando histórias de grandes bebedeiras, ela é lembrada. Como não conversei com nenhum deles sobre publicar a história, vou omitir seus nomes, mas muita gente sabe bem quem são os protagonistas.
Numa noite fria e nublada de inverno, os amigos bebiam uma “saideira” no bar Líder. Ficava na esquina da Salgado Filho com a Henrique Julio Berger. Já meio alterado pela bebida, um deles foi até a porta e olhando em direção ao bairro Berger viu, com muita clareza, no céu, uma luz redonda e brilhante, aproximadamente sobre o colégio Henrique Julio Berger.
A mistura da bebida e a neblina faziam a luz aumentar, dando a idéia de um disco. E, por que não, um disco voador? Chamou para fora os demais e todos concordaram: havia um disco voador sobre o Berger. Decidiram chamar um amigo, o único que tinha uma filmadora em casa, e o comandante do Tiro de Guerra para formarem uma comissão de recepção aos visitantes marcianos.
Grupo formado, desceram para o Berger e do local onde hoje está construída a nova fábrica da Viposa, começaram a gritar para os marcianos: “desçam amigos, nós terráqueos estamos em missão de paz”. Sem resposta, um deles, apesar da bebida, teve um momento de lucidez e percebeu que a luz redonda que parecida uma disco, nada mais era que a lâmpada de sinalização que ficava sobre a antena da Caçanjurê, por muitos anos plantada em frente ao colégio. Voltaram para o bar, jurando que ninguém contaria essa história. Mas não deu: a história vazou e está sendo publicada hoje.
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