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Trio denunciado por matar corretora esquartejada planejou passo a passo do crime em SC

Gabriel Malheiro

Gabriel Malheiro

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Três pessoas denunciadas pelo assassinato de Luciani Aparecida Estivalet Freitas, na região Norte de Florianópolis, planejaram e executaram o crime ocorrido em março deste ano de maneira conjunta, segundo denúncia apresentada pelo MPSC (Ministério Público de Santa Catarina).

A acusação, protocolada nesta sexta-feira (22), aponta como responsável pelo crime Matheus Silveira Leite, que também é investigado por matar e desmembrar o homem encontrado em uma mala na praia do Santinho.

Também foram acusadas a namorada de Matheus e uma empresária, dona do residencial no Santinho onde todos os envolvidos moravam. Os três estão presos desde o março e após a Justiça receber a denúncia, vão responder pelos crimes de latrocínio (roubo seguido de morte), ocultação de cadáver e corrupção de menor.

De acordo com o Ministério Público, os três atuaram em conjunto e dividiram funções durante a execução do crime. Conforme a denúncia, a namorada de Matheus preparou e administrou substâncias sedativas à vítima para impedir qualquer reação.

Já a empresária foi responsável pela fase mais violenta da ação, aproveitando-se do acesso à casa de Luciani, causando diversas lesões que resultaram em sua morte. Enquanto isso, Matheus e sua namorada deram suporte material, vigiaram o local e auxiliaram na execução.

Após a morte de Luciani, o trio roubou eletrônicos, veículo, cartões bancários e dados pessoais da corretora esquartejada. Esses bens foram utilizados posteriormente para compras e obtenção de vantagem financeira.

A denúncia também aponta que Matheus foi o responsável por esquartejar Luciani, com apoio logístico das duas mulheres. Depois disso, os restos mortais foram transportados e descartados em diferentes locais. O Ministério Público afirma ainda que um adolescente teria sido envolvido nas ações criminosas.

A denúncia foi protocolada nesta sexta e ainda não foi recebida pela Justiça. Após isso ocorrer, o caso será distribuído para um das Promotorias de Justiça Criminais da Capital e os três investigados passarão à condição de réus em ação penal.

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