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Três testemunhas de defesa são ouvidas no júri do caso Amélia

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O júri popular do caso Amélia Bertotto iniciou às 9h, no Fórum da Comarca de Caçador. No início foram sorteados os sete jurados que compõe o conselho de sentença, sendo três mulheres e quatro homens.

No início dos trabalhos, foram ouvidas três testemunhas de defesa, uma delas, a ex-prefeita de Calmon, Ivone Degeroni. O seu interrogatório durou cerca de 15min, onde contou qual a relação entre os réus e vítima.

Em seguida, foi tomado o depoimento do ex-vereador Cloreni de Almeida, que negou as acusações. Segundo ele, não tinha motivos para tirar a vida de Amélia, uma vez que eram do mesmo partido. Quanto ao problema de impasse de licitação, o mesmo também negou que tivesse qualquer problema, pois a linha que Amélia fazia, Linha São João de Cima/Calmon era inviável para a sua empresa, tanto pela distância quanto financeiramente.

Ainda pela manhã, foi a vez da promotora Luciana Leal Musa fazer a sua explanação. Para ela, não resta duvidas da participação de Nerizinho, pois tem muitos indícios que ele teria sido o mandante do crime.

Dentre alguns indícios, a promotora mostrou aos jurados ligações telefônicas entre um dos executores, Edinei Cristiano Vieira, condenado em 2015 a 10 anos de prisão, e Nerizinho no dia do crime e também no dia seguinte.

A promotora comentou ainda que a causa da morte não foi por conta de processo licitatório no Município de Calmon, mas sim que Amélia sabia muita coisa que poderia prejudicar a carreira política do réu e também de policiais militares. “Ela vivia com medo, era ameaçada e sofria perseguição e pressão. Isso está comprovado em depoimentos”, afirmou.

A sessão do júri está sendo presidida pelo juiz Gilberto Killian dos Anjos. A acusação é feita pela promotora Luciana Leal Musa. Já a defesa está a cargo do advogado Claudio Gastão Filho.

No período da tarde é a vez do advogado de defesa fazer a sua explanação. Não tem previsão de término do julgamento.

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