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Três dias após atos terroristas, extremistas marcam novas manifestações

Três dias após os atos terroristas que destruíram as sedes dos Três Poderes, em Brasília, bolsonaristas fazem novas convocações de cunho golpista em grupos de WhatsApp. Em função disso, houve reforço na segurança da Esplanada dos Ministérios. O interventor convocou uma reunião de urgência, na manhã desta quarta-feira (11/1), como antecipado pelo colunista do Metrópoles Igor Gadelha.

Em um banner, cuja mensagem principal convida para uma “megamanifestação nacional pela retomada do poder”, há endereços dos atos marcados para esta quarta-feira (11/1), em 25 capitais do país.

Apesar de integrantes de grupos de direitas confirmarem o chamamento, há quem diga que a mensagem, na verdade, trata-se de fake news como forma de “armar uma cilada para identificar” os golpistas.

“É fake. Não caiam na armadilha que pode identificar vocês”, disse um participante de um dos grupos bolsonaristas, em mensagens obtidas pelo Metrópoles.

Diante da possível nova tentativa de promoção de atos golpistas em Brasília, a Advocacia-Geral da União (AGU) acionou o Supremo Tribunal Federal (STF), na noite dessa terça-feira (10/1), para informar sobre nova ameaça antidemocrática.

A AGU pede ao ministro Alexandre de Moraes a notificação de autoridades competentes, a identificação de veículos envolvidos, a prisão em flagrante de cidadãos que obstruam ou ocupem vias, bem como o bloqueio de contas no Telegram.

Situação na Esplanada

O trânsito na Esplanada e Praça dos Três Poderes voltou a ficar fechado na manhã desta quarta-feira (11/1), da altura da Rodoviária do Plano Piloto até perto da Via L4. As pistas S1 e N1 se encontram bloqueadas, sem prazo para reabertura.

Há carros da Força Nacional parados perto de cada um dos ministérios e perto do Congresso Nacional, que teve o gramado cercado por grades.

Na Praça dos Três Poderes, também há reforço da segurança. Ao menos seis carros da corporação se encontram perto do Supremo Tribunal Federal (STF), enquanto outros oito se posicionaram ao lado do Palácio do Planalto.

Um ônibus da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) e diversos integrantes da corporação permanecem na região.

Protesto contra Ibaneis

Nesta quarta-feira (11/1), também haverá um ato contra a permanência de Ibaneis Rocha (MDB) no cargo. Os manifestantes, que se reunirão em frente à Câmara Legislativa, pedem a prisão do chefe de Jair Bolsonaro (PL) e do governador temporariamente afastado, após determinação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).

Com informações Metrópoles 

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