Denúncia sobre adolescentes em atração itinerante levou à fiscalização do Trem da Alegria, que resultou na apreensão de arma, prisões e acionamento do Conselho Tutelar
A operação teve início após uma denúncia apontar que adolescentes estariam trabalhando na atração sob ameaças e sem contato com familiares. No local, os policiais encontraram quatro adolescentes, com idades entre 13 e 17 anos, vinculados à atividade do Trem da Alegria.
Condições de trabalho chamaram atenção
Em conversa com a guarnição, os jovens relataram que não sofriam agressões, tinham acesso à alimentação e possuíam autorização dos responsáveis para viajar, negando as situações descritas inicialmente na denúncia. Apesar disso, a Polícia Militar constatou que os adolescentes estavam alojados em condições precárias, sem estrutura adequada para higiene, ventilação e descanso, o que motivou o acionamento de outros órgãos.
Arma e simulacro apreendidos
Durante as buscas nos veículos utilizados pelo Trem da Alegria, os policiais localizaram um revólver calibre .38, com nove munições intactas, no interior de um dos automóveis. O responsável pelo veículo assumiu a posse da arma e informou não possuir autorização legal. Em outro carro, foi encontrado um simulacro de arma de fogo do tipo airsoft, além de acessórios.
Diante dos fatos, os dois homens foram encaminhados à Polícia Federal, onde foi instaurado procedimento para apurar possível redução de pessoas à condição análoga à de escravidão. Em seguida, eles foram conduzidos à Central de Plantão Policial pelos crimes de posse irregular de arma de fogo e porte ou posse de simulacro.
Jovens ficam sob proteção do Conselho Tutelar
Os quatro adolescentes foram entregues ao Conselho Tutelar de Navegantes, que ficará responsável pela adoção das medidas previstas no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). O órgão informou que irá avaliar individualmente a situação de cada jovem, contatar familiares e adotar providências para garantir a integridade física, emocional e social dos menores.
Segundo o presidente do Conselho Tutelar, Marciano Figleski, a ocorrência reforça a importância da atuação integrada entre os órgãos de proteção e as forças de segurança na apuração de denúncias e na defesa dos direitos de crianças e adolescentes.









