Tetracampeão mundial tem cartel de 44 lutas, com 42 vitórias, sendo 34 por nocaute.
Aos 50 anos, Popó encerra um ciclo de 35 anos dedicados ao boxe, destacando a necessidade de preservar sua saúde e dedicar mais tempo à família.
Saúde e humilhação fora do ringue
Emocionado, o baiano explicou que a decisão de parar foi influenciada por dois fatores principais:
- Preservação da Saúde: “Foram 35 anos tomando soco na cara. Quero preservar a minha saúde e não parar um dia sendo lembrado como alguém que ficou doente por causa do boxe. Tudo tem começo, meio e fim, e hoje chegou o fim de um ciclo,” declarou.
- Episódio de Agressão: Popó citou a confusão ocorrida no Spaten Fight Night, no final de setembro, quando uma briga entre equipes resultou em agressões fora do ringue, como um momento decisivo. “Foi uma das piores humilhações da minha vida como lutador. Saí machucado não por causa da luta, mas por ter sido agredido fora dela. Isso foi vergonhoso para mim e para o boxe”, desabafou.
Popó aproveitou a ocasião para pedir mais respeito entre os atletas nas futuras edições do evento. “Vamos selar a paz. Olhem no olho um do outro e mostrem quem são, mas sem empurrões, sem falta de respeito,” pediu, sob aplausos.
Legado vencedor
Popó encerra uma das carreiras mais vitoriosas da história do boxe brasileiro, com um cartel impressionante de 44 lutas, acumulando 42 vitórias — sendo 34 por nocaute.
O ex-campeão garantiu que continuará envolvido na organização e promoção de eventos da modalidade, mas agora fora da área de combate. “Já mostrei tudo o que tinha para mostrar. Agora quero curtir a vida e meus netos,” concluiu.









