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Terra é usada como matéria prima de tintas

A iniciativa de fabricar tintas inspirou professores da Universidade Federal de Viçosa (UFV) a criarem o Projeto Cores da Terra. Eles aperfeiçoaram e divulgaram a técnica e, em outubro do ano passado, extensionistas do Centro de Treinamento da Epagri de São Joaquim (Cetrejo), conheceram o projeto.

            O projeto “Cores da Terra” consiste em produzir tintas mais baratas, de boa qualidade e livre de componentes sintéticos encontrados nas tintas vendidas no mercado, que são mais caras e poluentes. A preparação começa na escolha do solo, base para a tinta principalmente no que se refere a cor, pois são as partículas menores de solo que possuem maior pigmento. “Já os solos arenosos possuem partículas grandes que produzem uma textura interessante na pintura de paredes”, informa a extensionista da Epagri de Rio Rufino, Andréia Back.

            Os ingredientes usados para a fabricação das tintas são: terra (de qualquer cor), cola à base de PVA (conhecida como cola branca ou de madeira), cal para pintura e óleo de linhaça ou de girassol. Para a fabricação de um galão de tinta de terra de 18 litros, o custo foi de R$ 65,00. O rendimento depende de quantas demãos de tintas forem aplicadas, sendo que as cores mais escuras usam menos tinta e rendem mais.

            Para a pintura da casa de 12 x 9 metros, ou seja, 108 metros quadrados de área construída onde foi realizada a experiência, foram feitas três receitas e meia (3,5 galões) de 18 litros.

            Para Andréia, o mais importante deste trabalho foi ouvir o depoimento da proprietária, Ana Inez Pereira Ferreira que concordou na hora com a experiência. “Queria ver algo diferente e nunca imaginei que ficaria tão bom e tão bonito. Adorei!”, declarou, relatando que muitas pessoas foram ver a pintura e não acreditaram que foi feita com terra.

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