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TCE-SC suspende pagamentos de contrato de R$ 149 milhões do Programa Estrada Boa

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TCE encontrou irregularidades na execução das obras e no contrato

O Tribunal de Contas do Estado de Santa Catarina (TCE-SC) determinou a suspensão imediata dos pagamentos à empresa Ethos Engenharia de Infraestrutura S/A, responsável pelo contrato nº 34/2024 com a Secretaria de Estado da Infraestrutura e Mobilidade (SIE).

A decisão, de caráter cautelar e assinada pelo conselheiro Wilson Rogério Wan-Dall, atinge serviços vinculados ao Programa Estrada Boa, que prevê R$ 3,5 bilhões em investimentos na malha rodoviária. O contrato em questão, que começou em R$ 120,9 milhões, já havia sido aditivado para R$ 149 milhões.

A urgência da medida se deu após os auditores notarem um rápido aumento nos desembolsos: entre o início da fiscalização e a inspeção técnica realizada em junho, os pagamentos saltaram de R$ 42,9 milhões para R$ 92,1 milhões.

Irregularidades encontradas nas obras

A auditoria foi instaurada após vistorias em obras da Coordenadoria Regional do Meio-Oeste (SIE/CRMEI) e identificou uma série de falhas graves na execução e fiscalização dos serviços. Entre as principais irregularidades destacadas pelo TCE estão:

Tipo de Falha Detalhamento da Irregularidade
Fiscalização Precária O engenheiro fiscal designado não possuía equipe de apoio em laboratório ou topografia, dependendo da própria empresa contratada (Ethos) para o controle de qualidade e quantidade dos serviços.
Qualidade da Pavimentação Foram identificadas soluções de pavimentação consideradas frágeis e sem respaldo técnico, colocando em risco a durabilidade do asfalto.
Problemas no Asfalto Uso de norma já cancelada para a dosagem do asfalto-borracha, agregado inadequado e espessura irregular da camada de reforço na SC-350.
Defeitos Precoces Trechos recém-executados com microrrevestimento apresentaram trincas e desagregação logo após a conclusão do serviço.
Descumprimento Contratual Na operação tapa-buracos, a empresa não utilizou caminhão com caçamba térmica, recurso exigido para garantir maior eficiência e qualidade.
Sinalização Deficiente Medições apontaram índices de retrorrefletividade na sinalização viária abaixo do mínimo exigido pelas normas do DNIT.

Próximos passos

A cautelar foi direcionada ao secretário de Estado da Infraestrutura, Jerry Comper, com o objetivo de evitar a liquidação de quaisquer despesas consideradas irregulares enquanto o caso é analisado.

O processo foi incluído na pauta da sessão virtual do Pleno do TCE, iniciada nesta sexta-feira (27), mas o Tribunal ainda não definiu um prazo para o julgamento definitivo do contrato.

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