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Sul representa 25% do déficit previdenciário do país

Fonte: Revista Amanhã
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Dos seis estados brasileiros com o maior déficit previdenciário, três são da região Sul, conforme estudo da Federação das Indústrias do Rio de Janeiro (Firjan). Ao todo, a dívida dos gaúchos, catarinenses e paranaenses é equivalente a 25% do rombo, representando R$ 19,7 bilhões dos R$ 77,8 bilhões do déficit da Previdência pública dos governos estaduais, incluindo a aposentadoria dos três Poderes. A análise levou em conta dados de 2017. Confira o estudo completo.

São Paulo registrou o maior rombo em 2017, com déficit de R$ 18 bilhões. Os gaúchos tiveram o segundo maior dado negativo, com R$ 11,1 bilhões. Comparativamente, ainda que o rombo de São Paulo seja maior, o custo anual por habitante é de R$ 436, menos da metade do custo do Rio Grande do Sul. Depois, aparecem os estados do Rio de Janeiro, com R$ 10,6 bilhões, de Minas Gerais, com R$ 8,2 bilhões. Fechando o ranking das piores posições, estão o Paraná, com R$ 4,8 bilhões, e Santa Catarina, com R$ 3,8 bilhões. Conforme o estudo, apenas Amapá, Roraima, Rondônia e Tocantins registravam superávit na Previdência em 2017.  

Na relação entre ativos e inativos, mais uma amarga colocação de liderança para o Rio Grande do Sul: no estado, há aproximadamente dois aposentados para cada ativo. Ao passo que Santa Catarina também entra no grupo dos estados onde os segurados pela previdência superam o número de ativos, com coeficiente de 1,06. Já o Paraná apresenta um número menor de aposentados e pensionistas por ativo, com coeficiente de 0,68.

Sob a óptica do custo per capita, o Rio Grande do Sul encabeça o ranking, gastando R$ 1.038 por habitante. Em seguida, aparece o Distrito Federal, com R$ 883, e Santa Catarina, com R$ 615. Paraná figura na quinta posição, com R$ 461.

Sete estados já decretaram calamidade financeira – Rio Grande do Norte, Goiás, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Minas Gerais, Mato Grosso e Roraima. Para a Firjan, o rápido crescimento das despesas de pessoal, nos últimos anos, tem sido o principal vilão para o equilíbrio fiscal dos estados.

Fonte: Revista Amanhã.

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