Previsão indica chuva persistente, ventos fortes e risco de alagamentos no Sul
Meteorologistas alertam para um período de chuva volumosa nos próximos dias, com acumulados que podem chegar a 100 mm na região Sul do Brasil. O Instituto Nacional de Meteorologia emitiu alerta de tempestade válido a partir desta terça-feira (14).
De acordo com a análise da Conexão GeoClima, o cenário é causado por uma depressão em níveis altos da atmosfera, que favorece instabilidade prolongada e chuvas intensas. Na Argentina, os acumulados podem ultrapassar 180 mm em um período de 72 a 84 horas.
“Não estamos falando de um evento isolado, mas de um padrão persistente, com chuva por várias horas ou até dias, o que exige monitoramento constante, especialmente em áreas vulneráveis”, destacam os meteorologistas.
A previsão mais crítica envolve o sudoeste e noroeste do Rio Grande do Sul, que entra em alerta laranja de perigo a partir das 18h desta terça-feira. Nessas áreas, os ventos podem atingir até 100 km/h, com possibilidade de granizo, queda de árvores, danos em plantações, interrupção no fornecimento de energia elétrica e alagamentos.
O Inmet também emitiu alerta amarelo para áreas de Santa Catarina e Paraná, especialmente nas regiões de fronteira com a Argentina, além do sul de Mato Grosso do Sul. Nesses locais, são esperados ventos de até 60 km/h, chuva de até 50 mm por dia e risco de granizo.
Enquanto isso, regiões do Norte e Nordeste seguem sob influência da Zona de Convergência Intertropical, que mantém o tempo instável e com risco de temporais frequentes, conforme a Climatempo.
Já no Sudeste e em parte do Centro-Oeste, o cenário é oposto: predomínio de tempo firme, calor e baixa umidade do ar, devido à atuação de uma massa de ar seco associada a um sistema de alta pressão.
Estados sob alerta nesta terça-feira (14):
O Inmet emitiu alertas de tempestade para diversos estados do país, com níveis que variam entre amarelo (perigo potencial) e laranja (perigo):
Acre, Alagoas, Amapá, Amazonas, Bahia, Ceará, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Pará, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Rondônia, Roraima, Santa Catarina, Sergipe e Tocantins.
A orientação é para que a população acompanhe as atualizações dos órgãos oficiais e redobre a atenção em áreas de risco.








