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Subvariantes mais transmissíveis que Ômicron chegam a SC e colocam Saúde em alerta

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O aumento de casos de Covid-19 nas últimas semanas em Santa Catarina está relacionado ao surgimento de subvariantes do vírus, afirma o superintendente de Vigilância em Saúde, Eduardo Macário. Novas sublinhagens foram identificadas em Joinville e em Florianópolis.

A descoberta das subvariantes põe o Estado em alerta para o avanço das mutações. “Ela [a variante BA.2.12.1] já foi reportada em alguns outros países e em alguns locais do Brasil. Ela está em avaliação para identificação do seu potencial, risco de transmissibilidade e de possível gravidade”, explica.

Um boletim epidemiológico da Dive/SC (Diretoria de Vigilância Epidemiológica) deve ser divulgado na próxima terça-feira (7) com os detalhes da BA.2.12.1, que também tem provocado aumento de casos nos Estados Unidos.

Atualmente o Estado ultrapassa 14 mil casos ativos da doença, mas o número já foi muito maior: no dia 29 de janeiro foram registrados 80 mil casos ativos.

“Esse perfil de casos de Sars-Cov-2 agora está mudando. Nós já temos uma subvariante da Ômicron, que é um pouco diferente da original, que concede a ela uma maior capacidade de transmissão. Esse aumento de casos que estamos vivendo hoje está relacionada a essa subvariante que é extremamente transmissível, até mais que a Ômicron original”, aponta.

Macário admite que a situação ainda não preocupa por conta da baixa quantidade de casos, mas é um sinal de que o vírus continua evoluindo, por isso ele ressalta que é importante manter altas coberturas vacinais

Já a subvariante QX, identificada na Capital, é o primeiro caso no Estado. Ela é considerada uma mistura de genoma de duas linhagens da variante Ômicron, BA.1 e BA.2. As informações foram confirmadas pela Vigilância Epidemiológica do município.

A paciente, de 32 anos, não está mais em fase de transmissão da doença e se recuperou bem da infecção. A mulher teria se infectado em uma viagem a Brasília. O caso foi registrado em maio e o resultado saiu nesta semana.

Para combater esses e outras mutações, o superintendente argumenta que é provável que nos próximos meses existam outras gerações de vacinas contra a Covid-19, como é o caso da vacina da gripe.

“Identificar essas subvariantes significa que nós estruturamos um sistema de vigilância genômica bastante robusto. Conseguimos antecipar todos os alertas, internacionais, relacionados a essas variantes”, avalia Macário. “Mas no momento, a melhor forma de se proteger são as doses de reforço para proteção contra formas graves.”

A Dive/SC publicou, no fim da tarde desta sexta-feira (3), uma nota confirmando os dois casos e alertando que a sublinhagem BA.2 “domina o cenário epidemiológico da Covid-19 em Santa Catarina, substituindo a sublinhagem original da variante Ômicron (BA.1.1) responsável pelo grande número de casos registrados durante os meses de janeiro e fevereiro”.

SC decreta emergência

O governo de Santa Catarina decretou estado de emergência em saúde em razão do avanço de doenças respiratórias. Em coletiva de imprensa realizada no início da tarde desta sexta-feira (3), o secretário de Estado da Saúde, Aldo Baptista Neto detalhou os pontos abordados no documento.

O decreto valerá por 90 dias. O investimento para reverter a crise na saúde chegará a R$ 40 milhões.

O objetivo principal do Executivo é dar celeridade às ações de contenção da alta demanda nas emergências dos hospitais do Estado, bem como na abertura de novas UTIs.

Com informações ND Mais 

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