Search
Close this search box.

STF forma maioria para derrubar lei de SC que proibia cotas raciais em universidades

Notícia Hoje

Notícia Hoje

As informações mais atualizadas de Santa Catarina, do Brasil e do Mundo!

Compartilhe

STF

STF reafirma validade das políticas de cotas como instrumento de inclusão social

O Supremo Tribunal Federal formou maioria nesta quinta-feira (16) para declarar inconstitucional a lei de Santa Catarina que proibia a adoção de cotas raciais, de gênero e para outros grupos no acesso ao ensino superior em instituições que recebem recursos do Estado.

Até o momento, o placar no plenário virtual está em 7 a 0 pela derrubada da Lei Estadual 19.722/2026. Já votaram nesse sentido os ministros Gilmar Mendes (relator), Flávio Dino, Alexandre de Moraes, Dias Toffoli, Cristiano Zanin, Edson Fachin e Cármen Lúcia.

A norma havia sido sancionada em janeiro pelo governador Jorginho Mello e substituía as cotas raciais, de gênero, para indígenas e pessoas trans por critérios exclusivamente socioeconômicos, como renda, origem em escola pública e deficiência.

O julgamento segue aberto até sexta-feira (17), mas a maioria já está consolidada, mesmo com três ministros ainda pendentes de voto.

A lei foi aprovada pela Assembleia Legislativa de Santa Catarina em dezembro de 2025, de autoria do deputado Alex Brasil, e proibia políticas de ação afirmativa baseadas em critérios raciais ou de gênero.

A norma foi questionada por partidos como PSOL, PT e PCdoB, além do Conselho Federal da OAB, que alegaram violação a princípios constitucionais como igualdade, dignidade da pessoa humana e direito à educação.

Em seu voto, o relator Gilmar Mendes afirmou que a lei representa um retrocesso social, destacando que o STF já reconheceu, em decisões anteriores, a validade das ações afirmativas como instrumento de promoção da igualdade.

Antes mesmo da análise no STF, o Tribunal de Justiça de Santa Catarina já havia suspendido os efeitos da lei em decisão liminar.

A decisão da Corte impacta diretamente instituições como a Universidade do Estado de Santa Catarina, que adota políticas de cotas raciais desde 2011, além de universidades privadas que recebem bolsas públicas estaduais.

Com a maioria formada, a tendência é que a lei seja oficialmente invalidada ao final do julgamento.

LEIA MAIS 

Receba notícias, diariamente.

Salve nosso número e mande um OK.

Ao entrar você está ciente e de acordo com todos os termos de uso e privacidade do WhatsApp