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Segunda fase da Operação “Pactum” mira fraudes em licitações em municípios da região

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Operação foi desencadeada nesta quarta-feira e cumpriu mandados em 19 municípios de SC

A segunda fase da Operação “Pactum” foi deflagrada na manhã desta quarta-feira (28), com o cumprimento de 33 mandados de busca e apreensão expedidos pelas Varas Regionais de Garantias das comarcas de Rio do Sul, Caçador e Mafra. A ação é resultado de uma investigação de grande porte sobre fraudes em licitações no estado.

As ordens judiciais foram cumpridas pelo Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco) e pelo Grupo Especial Anticorrupção (Geac). Os mandados decorrem de três Procedimentos Investigatórios Criminais instaurados pela 2ª Promotoria de Justiça de Ituporanga, 3ª Promotoria de Justiça de Joaçaba e 3ª Promotoria de Justiça de São Bento do Sul.

Os mandados foram cumpridos em 19 municípios de Santa Catarina, abrangendo residências e empresas vinculadas à investigação. As cidades envolvidas são:

  • Balneário Camboriú
  • Barra Velha
  • Blumenau
  • Brusque
  • Campo Alegre
  • Campos Novos
  • Correia Pinto
  • Gaspar
  • Guaramirim
  • Itajaí
  • Itapema
  • Jaraguá do Sul
  • Joaçaba
  • Lages
  • Luzerna
  • Monte Carlo
  • Pouso Redondo
  • Salto Veloso
  • São Bento do Sul

Novas Provas e Crimes Investigados

A primeira fase da operação foi deflagrada em agosto do ano passado. O nome “Pactum” faz referência direta a “pacto” ou “acordo”, evidenciando a natureza conspiratória e clandestina das ações previamente combinadas entre os investigados.

De acordo com o Ministério Público, novas provas apontam indícios de uma possível associação criminosa envolvendo outras pessoas, incluindo servidores públicos. A investigação apura a suposta prática de novos crimes relacionados à manipulação de processos licitatórios, além de advocacia administrativa, corrupção ativa e corrupção passiva.

Os investigados teriam integrado ou aderido a condutas ilícitas já atribuídas a um grupo de empresários suspeitos de fraudar procedimentos licitatórios. Esses acordos ilegais visavam frustrar o caráter competitivo de diversos certames realizados em várias cidades catarinenses, causando prejuízo direto aos cofres públicos.

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