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“Se Antigranizo não estivesse funcionando, situação em Caçador seria gravíssima”

“Se Antigranizo não estivesse funcionando, situação em Caçador seria gravíssima por conta dos estragos enormes”, afirmou o diretor da Defesa Civil, Sergio Eloy Bisotto.

Ao todo, estão em funcionamento, em Caçador, 24 geradores do Sistema Antigranizo, pagos pela Prefeitura, com investimentos de mais de R$ 400 mil por ano.

Foram estes geradores que evitaram que a tempestade, com rajadas de ventos de 81 km/h, trouxesse junto grandes pedras de granizo, que teriam atingido tanto a cidade quanto o interior e deixado um rastro de destruição. “Tivemos registros de pequenas migalhas de granizo em alguns bairros, mas que não causaram estrago nenhum, nem em residências, comércio ou prédios públicos. Os estragos que foram causados são por conta do vento forte e da chuva intensa”, completou Bisotto.

Pelo contrário, de acordo com Bisotto, em localidades onde o antigranizo não está funcionando, por conta da falta de pagamento pelo Governo do Estado, houve alguns estragos significativos. “Na linha Cará, uma das localidades onde o gerador está desligado pela falta de pagamento do Governo do Estado, plantações de tomate e cebola foram destruídas, bem como parte das de ameixa de pêssego”, completou Bisotto.

Até o ano de 2018, o Governo do Estado bancava 6 geradores para Caçador e diversos outros para municípios da região, chegando a pouco mais de R$ 1,2 milhões e fechando uma rede de proteção, como se fosse um guarda-chuvas.

Gerador de antigranizo, que era mantido pelo Estado, na linha Cará. A situação de abandono reflete a falta de investimentos

O problema é que a informação de que o pagamento pelo Estado não seria mais feito veio apenas no dia 7 de outubro. “Desde janeiro, estamos indo a Florianópolis para buscar um convênio com o Governo do Estado para que o pagamento pudesse ser realizado. Várias foram as nossas reuniões e a informação de que este assunto estava sendo analisado. Mas, infelizmente, há poucos dias estamos sabendo da notícia da negativa do pagamento”, afirmou o secretário adjunto da Secretaria de Desenvolvimento Econômico, da Prefeitura de Caçador, Jean Carlo Ribeiro.

Agora, a Prefeitura de Caçador busca uma forma, junto ao Governo do Estado, de reativar os geradores, aumentando a proteção, tanto da cidade quanto do interior. “Lá, em 2005, quando eu estava na Prefeitura pela primeira vez, implantamos o sistema Antigranizo pago pelo Município de forma integral por saber da importância de se proteger os patrimônios e as lavouras. Agora, estamos buscando uma solução viável para que possamos reverter esta situação e voltar a ter todos os geradores em funcionamento”, garantiu o prefeito Saulo Sperotto.

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