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SC pode ter registrado 5º tornado no ano nesta segunda

A Defesa Civil de Seara, no Oeste catarinense, afirma que há a suspeita de que um tornado tenha atingido o município, na divisa da comunidade da Linha Três Fronteiras com a Linha Dom Pedro, na noite desta segunda-feira (11). Com isso, pode ser o 5º episódio registrado neste ano no Estado.

A chuva intensa e os fortes ventos derrubaram árvores sobre a SC-283, no sentido Seara/Concórdia, e em algumas estradas próximas à Linha Três Fronteiras. O padrão de estrago na vegetação é idêntico ao causado pelo tornado anterior, na noite de 20 de setembro, conforme o órgão municipal.

Nesta madrugada, também ocorreu o destelhamento de casas, cujos materiais obstruíram uma estrada para a Linha Dom Pedro. Segundo o Corpo de Bombeiros Militar de Seara, foi necessário o corte de árvores e estruturas metálicas.

Nesta quarta-feira (13), a Defesa Civil averiguará o local. Como a região é pouco habitada, poucos estragos em edificações foram registrados.

Quatro episódios foram registrados em 2021

O Oeste de Santa Catarina registrou a assustadora marca de três tornados em um período de apenas uma semana, em setembro. A região tem características que propiciam a formação de eventos deste tipo, mas a frequência incomum chama a atenção.

Nesta quarta-feira (13), a Defesa Civil averiguará o local. Como a região é pouco habitada, poucos estragos em edificações foram registrados.

O que provoca tornados em SC

Além de tornados, outras cidades já foram atingidas por tempestades severas, microexplosões e até um ciclone-bomba, em 2020, causando mortes e estragos. Afinal, qual a explicação científica para estes extremos?

A sequência de fenômenos provoca medo, insegurança e aquela sensação de “fim do mundo” em muitas pessoas. Mas, de acordo com Lindberg Nascimento Júnior, especialista em episódios climáticos extremos em solo urbano, essa é uma oportunidade de reflexão enquanto sociedade.

No entanto, ele pondera que a situação tende a ocorrer pela localização de Santa Catarina.

“Faz parte da dinâmica. Tornados, ventos extremos, ciclones extratropicais, a gente pode dizer que é natural. Porque a gente está localizado bem na rota de onde esses eventos são produzidos, estamos próximos do oceano, tem um fluxo que vem da Amazônia, existe todo um contexto”, avalia Lindberg Júnior.

O professor de geociências da UFSC (Universidade Federal de Santa Catarina) detalha o que faz com que a região esteja suscetível aos desastres.

“Uma parte desse mecanismo é associado a um sistema atmosférico que chamamos de jatos em baixos níveis. Eles ganham força a partir do gradiente térmico que existe entre o Equador e o Polo. Assim, nesse fluxo que vem para o Sul sobre a Amazônia, ele vem ganhando força até chegar na nossa região, quando não com tornados, gera fortes tempestades. O combustível fundamental para esse processo já está condicionado”, finaliza.

Com informações ND Mais 

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