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Santa Catarina lidera ranking negativo da Covid-19 no Brasil segundo a Fiocruz

Santa Catarina lidera um ranking nada animador nas últimas estatísticas da Covid-19 no Brasil. Segundo relatório da Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz), o Estado tem a maior taxa de ocupação de leitos de UTI (Unidade de Terapia Intensiva) para adultos com coronavírus no país.

Os dados são do boletim extraordinário da Covid-19 publicado nesta quarta-feira (14), e a análise considera a situação da pandemia em todo o país entre os dias 4 e 10 de julho.

No período analisado, 82% dos leitos do SUS (Sistema Único de Saúde) estavam ocupados por pacientes com Covid-19. Quatro estados estão em nível vermelho quanto a ocupação de UTIs. Além de Santa Catarina, aparecem Paraná (81%), Goiás (81%) e o Distrito Federal (80%).

Apesar da colocação negativa, a taxa de ocupação caiu no Estado, uma vez que na semana anterior era de 85%. No país, quatro estados registraram agravamento na lotação dos hospitais: Rondônia (de 59% para 60%), Pará (de 55% para 61%), Amazonas (de 62% para 70%) e Tocantins (de 71% para 75%).

Para a Fiocruz, a redução “pode ser um reflexo da nova fase da pandemia no país, em que a transmissão permanece intensa, gerando casos mais graves entre grupos populacionais não vacinados ou potencializados pela vulnerabilidade individual e social”.

É a primeira vez que nenhum estado apresenta taxa superior a 90% desde o início de dezembro de 2020. A Fundação destaca que, concomitante a maior letalidade nos grupos não vacinados, se reduzem mortes e internações entre alguns estratos de população, como idosos e portadores de doenças crônicas.

Pandemia abranda, mas variantes são ameaça

“Os dados continuam ratificando a tendência de melhora na situação da Covid-19 no país, em consonância com os indicadores de incidência e mortalidade. O estudo reforça que a vacinação tem feito diferença, o que reflete positivamente no quadro pandêmico na medida em que é ampliada”, avaliam os pesquisadores.

O documento também avalia as taxas de mortalidade, casos e infecções ativas no Brasil. Há uma “continuidade da tendência de queda de indicadores de incidência e mortalidade por Covid-19, que já se mantém pela terceira semana consecutiva”, define.

Por conta disso, o número de casos e de mortes vêm caindo há três semanas. A taxa de queda é estimada em 2% ao dia. Ainda assim, o número de infecções (média de 46.700 casos novos por dia) e de mortes (1,3 mil registro diários) permanecem graves. O índice de letalidade, em torno de 3%, ainda é considerado alto.

A vacinação é a principal responsável pelo abrandamento da situação no Brasil. Mas, segundo os pesquisadores, o “surgimento de variantes com potencial de reduzir a efetividade das vacinas disponíveis é pertinente e não pode ser perdida de vista”.

A publicação reitera ser fundamental que a população mantenha as medidas de distanciamento físico social, uso de máscaras e higiene das mãos. Também que não deixe de se vacinar, cumprindo a agenda estipulada nas campanhas municipais.

Com informações ND Mais 

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