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Santa Catarina completa 24 anos sem registro de foco de febre aftosa

Em 2017, Santa Catarina comemora 10 anos do reconhecimento como zona livre de febre aftosa sem vacinação pela Organização Mundial de Saúde Animal (OIE). Em 25 de maio de 2007, o Estado se tornou o único do país a conquistar esse status sanitário diferenciado, sendo referência em sanidade animal. O último foco da doença em Santa Catarina foi registrado em 1993 e a última vacinação foi em maio de 2000.

Foi um árduo trabalho até que Santa Catarina erradicasse a doença e conquistasse o reconhecimento internacional. Os esforços iniciaram em 1965, quando o Governo do Estado, Ministério da Agricultura, agroindústrias e produtores rurais se uniram para combater a febre aftosa no território catarinense. O Estado, que chegou a ter uma média de 462 focos por ano entre 1971 e 1983, erradicou a doença e em 1993 registrou a última ocorrência de febre aftosa.

Para o gerente regional da Cidasc, Álvaro Dourado, esse é o resultado de um trabalho árduo e incessante. “Era um sonho de governantes, que parecia impossível. Mas com a dedicação estamos mantendo esse status.  É gratificante ser pivô deste modelo que é referência para todo país”, enalteceu.

Ele destacou ainda que espera que outros estados também conquistem esse status. “Seria uma grande economia, visto que há um grande investimento em barreiras fitossanitárias”, disse.

A febre aftosa é a enfermidade que mais causa prejuízo econômico a um país, especialmente pelas restrições aos mercados internacionais de animais e seus produtos. A partir da certificação como zona livre de febre aftosa sem vacinação, Santa Catarina teve acesso aos mercados mais competitivos do mundo e se tornou o maior exportador de carne suína do país. Só em 2016 foram embarcadas 274 mil toneladas de carne suína, com um faturamento de US$ 555,2 milhões.

“Estamos recebendo está semana uma missão da Coreia do Sul. Isso se deve ao status que o estado tem e que chama a atenção de países de ponta no que se refere à importação de carne, o que demonstra a eficácia proveniente do trabalho constante realizado pelos profissionais da Cidasc em parceria com o Governo do Estado”, completou.

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