Réu afirma que agiu em legítima defesa quando assassinou homem, em 2015

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O réu Carlos Alberto Vaz afirmou que agiu em legítima defesa quando assassinou Fabio Thibes, em 2015, no bairro Morada do Sol, em Caçador. Em seu depoimento, em júri popular nesta sexta-feira, 2, no Fórum da Comarca, ele contrariou a conclusão da Polícia Civil, de que o crime teria sido passional.

Carlos disse, ao juiz Rodrigo Dadalt, que foi casado por 7 anos com Bruna, mas que havia se separado pouco tempo antes do crime. Na noite do assassinato, o réu contou que estavam bebendo com amigos e deixaram uma jovem em casa.

Em seguida, foram até o Rancho Fênix, onde ele viu a ex discutindo sendo puxada pelo braço por Fabio. “Estávamos com algumas mulheres, que iam embora para casa com a gente. Mas, fui ao banheiro e, quando voltei, vi a Bruna falando com elas. Elas desistiram de ir conosco”, contou.

Em seguida, ele viu Fabio e Bruna indo embora, depois de terem discutido. Carlos então seguiu o carro onde os dois estavam e, no local do crime, afirmou que Fabio tentou lhe agredir. “Ele veio para cima de mim, com a mão na cintura e vi que ele estava com uma faca. Peguei o ferro de dentro do carro para me defender e bati nele. Ele caiu. Fiquei aliviado porque ele iria me matar”, explicou Carlos, contando que ficou em choque quando ficou sabendo que Fabio estava morto.

Carlos chegou a se apresentar para a Polícia, mas até ser preso, se passaram cerca de 5 meses.

Testemunhas

As testemunhas tiveram basicamente a mesma versão do réu, desde a situação no Fênix até a chegada na Morada do Sol.

Inclusive, a ex de Carlos, Bruna, afirmou que discutiu com Fabio e que foram embora. “Fabio foi junto comigo no carro. Carlos mandou mensagem para mim me mandando ir para casa senão ia dar rolo. Quando parei o carro, o Fabio desceu e o Carlos parou atrás. Quando vi que eles iam brigar, corri e me escondi. Fabio correu e vi ele voltando”, contou.

Essa versão, de que primeiro Fabio correu e depois voltou fecha com a das outras testemunhas. Essa saída de Fabio teria sido para ir buscar uma faca, que depois foi levada do local por um dos amigos que estavam juntos com eles.

O julgamento deve se estender até a tarde desta sexta-feira, 2.

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