Região Oeste é a que registra maior número de fugas de presos

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O índice de presos foragidos em Santa Catarina cresceu 29,4% neste ano na comparação com a média de 2016. De janeiro a abril, 88 detentos escaparam dos presídios e penitenciárias catarinenses, 22 por mês. Em 2016, de janeiro a dezembro, foram 204, 17 por mês. Das fugas recentes, 42 presos foram recapturados, o que representa 48%. No ano passado, o índice de recaptura foi maior: 79%.

O Oeste e o Vale do Itajaí lideram a lista negativa de escapadas neste ano. Somente na Penitenciária Agrícola de Chapecó, 21 fugiram do semiaberto enquanto prestavam serviços na unidade. No Vale, os casos mais críticos foram em Blumenau e Itajaí, duas unidades consideradas referência por terem sido inauguradas recentemente e com condições estruturais apontadas como modelo.

Além das regiões onde os números se concentraram, também há casos preocupantes espalhados pelo resto do estado. Em Joinville, dez presos escaparam ao abrir um buraco na laje de um dos pavilhões no dia 23 de março. No último dia 15 de abril, um detento foi recapturado enquanto era atendido na UPA de Biguaçu. A última fuga foi na quinta-feira passada. Três detentos usaram um espeto para render um vigilante do Complexo Penitenciário da Agronômica, em Florianópolis. Depois conseguiram acessar o pátio para, então, escapar pelos fundos, onde não há muros.

 Investigações em andamento

O Departamento de Administração Prisional (Deap) abriu sindicâncias internas para apurar todas as ocorrências deste ano. No entanto, até o momento nenhum servidor foi afastado das funções. A maior parte das investigações ainda não foi concluída.

Para o diretor do Deap, Deiveison Querino Batista, a superlotação nas unidades está diretamente ligada às fugas. Mesmo que a pasta e a Secretaria de Justiça e Cidadania ressaltem a abertura de novas vagas nos últimos anos, ele diz que o problema não está resolvido. “O número de presos aumentou e o número de vagas não aumentou na mesma proporção. Isso cria uma instabilidade nessas unidades superlotadas e acaba levando a tentativas e fugas”.

Com informações de Oeste Mais 

 

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