Adriano Ribeiro – Especial para o Notícia Hoje
A candidatura a Senador da República, engajada a coligação que busca a reeleição do governador, Raimundo Colombo (PSD) e o vice, Eduardo Pinho Moreira (PMDB), é só mais um desafio para Dário Elias Berger (PMDB). De família humilde, trocou a pobreza da vida que levava em Bom Retiro para aventurar-se na região Metropolitana da Capital.
De vereador de São José a prefeito num passo. Reeleito com a maior média proporcional de votos de um prefeito no Brasil, conquistando 84% dos votos. Atravessou a ponte e candidatou-se prefeito de Florianópolis. Venceu e reelegeu-se, superando a dinastia dos Amin. Agora, a disputa é para o Senado. Se eleito, pretende ter o foco nas pessoas, no cidadão. “As obras são importantes, mas as pessoas são mais importantes”, resume.
Notícia Hoje – Qual o principal motivo que fez o senhor concorrer ao Senado Federal?
Dário Berger – A vida da gente é feita de momento. Tem momentos de muita agitação e disputa, mas tem momentos também de calmaria. Esse foi um momento de tomada de decisão, no meu caso político-partidário, que resultou pela indicação do meu nome. Isso me deixou satisfeito e feliz, uma vez que estou representando o PMDB, na chapa encabeçada pelo governador Raimundo Colombo. Isso proporcionou uma união importantíssima do PMDB que partiu unido para esse desafio. A minha vida política sempre foi feita de grandes desafios. Foi uma batalha atrás da outra. Nada para mim foi fácil. As coisas sempre foram difíceis. Mas, com muito esforço e trabalho, fui vencendo etapa por etapa, avançando degrau por degrau e acabei construindo uma história que hoje me proporciona a possibilidade de conquistar uma vaga para o Senado Federal, com pessoas importantes como Luiz Henrique, Casildo Maldaner, Eduardo Moreira e Raimundo Colombo, entre outros.
Notícia Hoje – O que os catarinenses podem esperar do senhor como Senador da República?
Dário Berger – Podem esperar um Dário igual ao que sempre fui. Uma pessoa determinada, corajosa, com o espírito de ajudar, de melhorar, de vencer barreiras e obstáculos e construir uma vida melhor para os nossos semelhantes e futuras gerações.
Notícia Hoje – PSD e PMDB disputaram as prefeituras em vários municípios. Como está esta interação política agora com vistas ao Governo do Estado?
Dário Berger – Está andando bem. A grande maioria dos municípios já absorveu essa integração. Nos municípios onde houve disputa mais acirrada, as coisas ainda estão em andamento. O governador tem feito um esforço importante em busca do entendimento. Tenho certeza que mais dias, menos dias, essa integração acontece 100% no Estado inteiro. Até porque, o PMDB está votando integralmente, sem nenhuma restrição, no Raimundo Colombo. Então, seria muito justo e razoável, que o PSD, retribuísse, votando no candidato do PMDB ao Senado, que no caso sou eu. Estou muito satisfeito, especialmente pelo comportamento do governador Colombo. Em nenhum momento me faltou. Pelo contrário. Vem me carregando, vem levando meu nome, me integrando ao PSD. A expectativa é muito boa.
Notícia Hoje – A população do litoral já conhece tua carreira, como prefeito de São José e Florianópolis, duas vezes. Essa tua experiência do Executivo Municipal é uma vantagem na disputa?
Dário Berger – Carrego comigo um currículo de vencedor. Uma pessoa que começou de baixo, de família humilde e batalhou, enfrentando os problemas de frente. Tive privilégio de ser vereador, presidente da Câmara e foi eleito prefeito de São José. Fui reeleito com a maior votação proporcional do Brasil, com 84% dos votos. Essa boa administração me possibilitou atravessar a ponte e disputar uma eleição em Florianópolis. Caso inédito no Brasil. Nenhum candidato saiu de um município, foi pra Capital e se elegeu prefeito. Enquanto todo mundo pensava que não venceria, venci e fui reeleito. Com isso adquiri muita experiência municipalista. É no município que as pessoas vivem. São os prefeitos as grandes locomotivas dos serviços públicos nas cidades. É deles que a população cobra a qualidade no atendimento. Precisamos olhar com atenção diferente para um pacto federativo para que as prefeituras possam arcar com suas responsabilidades e oferecer serviço publico melhor.
Notícia Hoje – Além desse foco municipalista, quais serão suas bandeiras como senador?
Dario Berger – Um senador tem que pensar também nos problemas cruciais que o Brasil enfrenta. Qual o maior problema hoje. Acho que a carga tributária é um dos grandes problemas; para mim como pessoa física, para os empresários, para todos. Trabalhamos quase metade do ano para o governo. A carga tributária está chegando a quase 40%, é um absurdo. E, a contrapartida desses recursos, não tem deixado a população satisfeita. Primeiro ponto: não me falem em aumentar imposto. Estou fora. Meu negócio é reduzir imposto. Isso ajuda as empresas a terem mais competitividade, gerar mais empregos. Precisa uma reforma fiscal. Hoje, o empresário tem o departamento jurídico maior que o departamento contábil. Temos que desburocratizar, simplificar a tributação. A outra questão está ligada ao Pacto Federativo, que vou me associar ao senador Luiz Henrique. Esse País não pode continuar imperialista. Quase 70% do que é produzido nas cidades vai para a União; somente ficando nos municípios 13% e o restante no Estado. Está errado. Está provocando a falência dos municípios.
Notícia Hoje – Qual será sua postura como Senador?
Dário Berger – Quero ser um senador atuante. Serei o Dário de sempre. Não vou mudar porque agora vou ser senador. Pelo contrário, se tiver que brigar com gente grande, vou brigar. Aliás, a minha vida foi sempre brigar com gente grande. E venci, porque me dediquei, porque me empenhei, porque consegui realizar.
Notícia Hoje – Cite algumas obras e ações que ajudaram a construir a imagem do Dário realizador?
Dário Berger – São José passou por uma grande transformação. A cidade depois de mim era outra. Reconhecida, empreendedora, com orgulho próprio, com obras aparecendo. A cidade cresceu e as pessoas cresceram junto com a cidade. Fiz obras importantes como a Beira Mar de São José, a Avenida das Torres, o Calçadão do Kobrasol, as Transpotecas. Na Educação fiz mais salas de aula que todos os outros governos antes, também nunca se fez tanto na saúde como no meu governo. Em Florianópolis a história se repetiu. Fiz a Beira Mar Continental, revitalizei a Beira Mar Norte, fiz o Elevado Rita Maria, o Elevado do Trevo da Seta, o Elevado de Capoeiras, o Elevado de Itacorubi, a avenida Hercilio Luz, a avenida Mauro Ramos, revitalizei os balneários, implantamos as policlínicas do Norte, do Sul, do Centro, do Continente, fiz a UPA do Norte, do Sul. Dos 60 centros de saúde, 59 ou são novos ou nós revitalizamos. Fizemos o maior projeto social de Santa Catarina que é a revitalização e urbanização do Maciço do Morro da Cruz, com cerca de 6.700 famílias atingidas ou mais de 25 mil pessoas, que receberam obras de infraestrutura como água, esgoto, energia elétrica, creches, escola, posto de saúde, rua, proteção de encostas e até remoção de famílias em situação de risco. São apenas algumas das obras que destaco.
Notícia Hoje – Um senador não tem papel de executar diretamente obras. Como o senhor vai se adaptar a função?
Dário Berger – Quero ser um Senador das pessoas. Não me adianta discutir, por exemplo, um contrato internacional. Claro que vai fazer parte do meu dia a dia e vou me preparar para isso. Mas serei um cara preocupado com o desenvolvimento das pessoas em suas regiões. Se você não trabalhar para as pessoas, que sentido vai fazer de um mandato de senador. As obras são importantes, mas as pessoas são mais importantes.









