Quem são os oito presos suspeitos de integrar célula neonazista em SC

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O ND+ teve acesso ao nome dos oito envolvidos em uma reunião de cunho neonazista em São Pedro de Alcântara, na Grande Florianópolis e conversou com o advogado de defesa dos suspeitos. O grupo foi flagrado pela PCSC (Polícia Civil de Santa Catarina) na segunda-feira passada (14) e segue preso em Florianópolis, enquanto aguarda o andamento do processo na justiça.

Veja quem são os presos

  • Laureano Toscani, condenado em 2018 pela justiça do Rio Grande do Sul por tentativa de triplo homicídio qualificado contra jovens judeus, ocorrido em 2005, em Porto Alegre;
  • João Guilherme Corrêa, natural do Paraná e denunciado na justiça do mesmo Estado por duplo homicídio motivado por desavenças entre células neonazistas no Paraná;
  • Saiuri Reolon, sócio administrador de uma empresa têxtil com sede no bairro Balneário Estreito, em Florianópolis, com atuação também em Balneário Camboriú;
  • Miguel Ângelo Gaspar Pacheco, proprietário de uma empresa de comércio têxtil em São José, na Grande Florianópolis;
  • Igor Alves Vilaca Padilha, natural de Minas Gerais, onde tem uma empresa de consultoria;
  • Rafael Romann, natural de Santa Catarina e empresário em Coronel Pedro Soares, no Paraná.
  • Júlio Cezar de Souza Flores Junior, natural do Rio Grande do Sul;
  • Gustavo Byk, natural do Rio Grande do Sul.

Os presos são representados pelo advogado Luís Eduardo Quadros, que por nota disse que respeita o trabalho policial, mas que aguarda novas diligências.

“O que se roga, neste momento, é que não sejam formados juízo de valor ou conclusões precipitadas, sem que os investigados tenham ainda exercido seu constitucional e legítimo direito de defesa”, diz a nota.

O advogado confirmou que não foram realizados pedidos de habeas corpus e que aguarda novas diligências para andamento do processo.

Confira a nota de defesa na íntegra:

A defesa técnica dos investigados vem a público manifestar seu respeito ao trabalho policial, esclarecendo, no entanto, que as conclusões extraídas até o momento não imprimem a realidade dos fatos.

O processo tramita em segredo de justiça e será nele que a defesa irá exercer seu trabalho, nos estritos limites legais, de modo a produzir provas qualitativas capazes de formar a convicção do(a)juiz(a) quanto a inocência de todos.

O que se roga, neste momento, é que não sejam formados juízo de valor ou conclusões precipitadas, sem que os investigados tenham ainda exercido seu constitucional e legítimo direito de defesa.

Florianópolis, 21 de novembro de 2022.

Relembre como foi a operação

A operação foi deflagrada em 14 de novembro quando, de acordo com a DEIC (Delegacia de Repressão ao Racismo e a Delitos de Intolerância da Diretoria Estadual de Investigações Criminais), os suspeitos realizavam uma reunião anual de célula neonazista interestadual, em São Pedro de Alcântara, na Grande Florianópolis.

Após receber informações sobre a suposta reunião, a DEIC solicitou mandados de busca e apreensão. No local, foram encontrados adesivos nazistas, braceletes com a suástica, livros e revistas sobre o pensamento de Adolf Hitler, além de uma arma.

Os presos têm entre 22 e 48 anos e foram autuados pela prática dos crimes de associação criminosa e racismo.

A 40ª Promotoria de Justiça da Capital deu parecer favorável aos mandados e a Justiça deferiu os pedidos de prisão. Um dia após a operação, os suspeitos tiveram a prisão convertida de flagrante para preventiva.

O material apreendido está passando pela perícia técnica. Após concluir o inquérito policial, a delegacia o encaminhará para a 40ª Promotoria de Justiça para as medidas cabíveis.

O promotor de Justiça Luiz Fernando Pacheco, responsável pela 40ª PJC (Promotoria de Justiça da Capital),  ressalta que as investigações até o momento indicam que o grupo age com forte exaltação à ideologia fascista e apologia ao nazismo.

Promotoria apura ao menos 4 casos de apologia ao nazismo em SC

Ao menos quatro casos de apologia ao nazismo em Santa Catarina são apurados pela 40ª Promotoria de Justiça da Capital, criada para intensificar o combate aos crimes de racismo, de ódio e intolerância.

Além do caso mais recente, a Promotoria também investiga uma suposta célula neonazista com membros nos municípios de Florianópolis, São José, Joinville, Maravilha e São Miguel do Oeste.

Outro caso em apuração envolve um professor de História de Imbituba que teria escrito que “Hitler foi melhor que Jesus” em um aplicativo de mensagens.

Com informações ND Mais 

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