Braços e pernas foram descartados em sacos de lixo no dia 13, e o tronco da namorada foi abandonado em mala na rodoviária sete dias depois
Segundo as investigações, a mulher teria sido morta no dia 9 de agosto e posteriormente esquartejada por Jardim. Quatro dias depois, os braços e pernas da vítima foram localizados em sacos de lixo no bairro Santo Antônio. Em 20 de agosto, Ricardo foi visto por câmeras de segurança deixando a mala na rodoviária. O tronco da vítima só foi encontrado 12 dias mais tarde, após funcionários sentirem um forte odor vindo da bagagem e acionarem a polícia.
O suspeito tentou ocultar sua identidade utilizando boné, óculos, luvas e máscara cirúrgica. No entanto, foi identificado após ser registrado em outro estabelecimento, onde retirou a máscara e parte do rosto ficou visível.
Em coletiva de imprensa, o delegado Mario Souza, responsável pelo caso, descreveu Jardim como “extremamente educado, frio e aparentemente muito inteligente”, classificando-o como um “psicopata”. Segundo o delegado, o crime teria sido cometido com a intenção de “afrontar a sociedade e a polícia”.
As apurações indicam que Ricardo Jardim também criava perfis falsos na internet, utilizando imagens geradas por Inteligência Artificial para atrair mulheres. A polícia investiga a possibilidade de um terceiro ato do suspeito, uma vez que o crânio da vítima ainda não foi localizado.
Henrique Zamora Rodrigues, supervisor do setor de guarda-volumes da rodoviária, relatou que a mala havia sido sinalizada para retirada por outra pessoa. Diante da falta de contato e do odor insuportável, o objeto foi levado para descarte, momento em que o tronco foi descoberto. A Polícia Civil segue investigando a participação de possíveis coautores no crime.









