Criança, de quatro anos, morreu no domingo; padrasto foi preso suspeito de maus-tratos
Segundo o prontuário, divulgado pela imprensa, o histórico de violência contra o menino vinha sendo documentado desde abril. No dia 22 de maio, Moisés foi levado ao Hospital Infantil Joana de Gusmão com diversos hematomas no rosto, orelhas, abdômen, lábio, pernas e pés. À época, o padrasto alegou que a criança havia caído da cama, mas o prontuário da unidade de saúde notou escoriações na mão do menino, compatíveis com um gesto de defesa, e o caso foi classificado como “síndrome de maus-tratos”.
A situação culminou na morte do menino. No dia 16 de agosto, ele foi levado a uma UPA com sintomas gripais e, após ser examinado, foi liberado. Um dia depois, Moisés foi encontrado desacordado pelo padrasto e levado novamente ao hospital, onde a morte foi confirmada às 14h24 do domingo. O laudo preliminar do legista que analisou o corpo confirmou a violência, apontando ferimentos compatíveis com agressões, incluindo hematomas no tórax e nas costas e uma marca de mordida no rosto.
A tragédia mobilizou o Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), que já investiga possíveis falhas no sistema de proteção à criança. A promotora de Justiça Luana Pereira Neco da Silva afirmou que as responsabilidades serão apuradas. O Conselho Tutelar, por sua vez, informou que, por razões de sigilo, não pode divulgar detalhes do caso, mas está à disposição das autoridades.








