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Promotoria afirma que acusado não agiu em legítima defesa

A promotoria que se encarregou da acusação de Carlos Alberto Vaz afirmou que o réu não agiu em legítima defesa. Em seu depoimento, em júri popular nesta sexta-feira, 2, no Fórum da Comarca, ele contrariou a conclusão da Polícia Civil, de que o crime, que vitimou Fabio Thibes, teria sido passional.

Durante a manhã a promotora, Luciana Leal Musa, relembrou novamente os fatos acontecidos no dia do crime, em 2015. No momento em que os fatos aconteceram, Fabio teria ido até a casa de seu irmão e, quando retornou, Carlos o viu e saiu do carro. Logo após o acusado teria atingido a vítima na cabeça, causando sua morte.

Ainda segundo a promotora, em seu primeiro depoimento Carlos afirmou que não seguiu o carro de sua ex mulher. Esse fato foi confirmado por Bruna e pelas testemunhas. As testemunhas ainda informaram que Carlos estava armado com a barra de ferro desde o início da discussão.

Porém, segundo o réu, quem estava armado era Fábio. “Ele veio para cima de mim, com a mão na cintura e vi que ele estava com uma faca. Peguei o ferro de dentro do carro para me defender e bati nele. Ele caiu. Fiquei aliviado porque ele iria me matar”, explicou Carlos, contando que ficou em choque quando ficou sabendo que Fabio estava morto.

A promotora afirmou que o réu se contradiz. “Ele afirmou que ja estava no carro quando Fabio retornou, porém se quisesse se defender teria ido embora. Mas isso não foi o que aconteceu. Isso prova que sua afirmação é falsa, até porque nenhum dos presentes viram a faca”, destacou.

O júri continua durante toda a tarde desta sexta-feira, 2.

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