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Projeto de lei “Lei Orelha” propõe responsabilizar pais por maus-tratos a animais cometidos por menores em SC

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Polícia

Proposta apresentada na Alesc prevê punição administrativa aos responsáveis legais quando maus-tratos a animais forem cometidos por menores de idade.

Um projeto de lei conhecido como Lei Orelha propõe mudanças na responsabilização administrativa em casos de maus-tratos contra animais praticados por menores de idade em Santa Catarina. A iniciativa é do deputado estadual Mário Motta (PSD) e foi apresentada nesta segunda-feira (26) na Assembleia Legislativa de Santa Catarina (Alesc).

A proposta surgiu após a morte do cão comunitário Orelha, registrada na Praia Brava, em Florianópolis. O caso teve grande repercussão estadual e nacional e expôs lacunas na legislação vigente, especialmente quanto à responsabilização de pais ou responsáveis legais quando crimes de maus-tratos são cometidos por adolescentes.

Pelo texto do projeto, pais ou responsáveis passam a responder administrativamente quando houver maus-tratos cometidos por menores sob sua tutela. A proposta também prevê multa em dobro nos casos de lesão grave ao animal e multa em triplo quando houver morte.

Segundo Mário Motta, a Lei Orelha tem caráter educativo e preventivo, e não punitivo por vingança. “A Lei Orelha não é sobre vingança. É sobre criar mecanismos para que episódios como esse não se repitam. Continuaremos acompanhando os desdobramentos desse caso, mas, enquanto isso, mudaremos a legislação estadual para garantir que esse tipo de crime não volte a acontecer”, afirmou o parlamentar.

O projeto de lei segue agora para tramitação na Alesc, onde será analisado pelas comissões permanentes antes de ir à votação em plenário.

Cão Orelha

O cão comunitário Orelha morreu após ser brutalmente agredido por adolescentes na Praia Brava, em Florianópolis, há pouco mais de uma semana. O animal vivia há cerca de dez anos na região e era cuidado por moradores e comerciantes locais. Em razão da gravidade dos ferimentos, precisou ser submetido à eutanásia.

O caso gerou comoção em Santa Catarina, motivou protestos, resultou na abertura de investigação policial e impulsionou debates sobre a necessidade de leis mais rígidas contra maus-tratos a animais.

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