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Professor de escola no Oeste é afastado do cargo por investigações de assédio sexual contra alunas

Um professor de escola pública investigado pelo suposto assédio sexual de alunas foi liminarmente afastado do cargo, conforme requerido pelo Ministério Público da comarca de Pinhalzinho. O pedido de afastamento foi feito em ação por ato de improbidade administrativa. O MP aguarda a conclusão de inquérito policial para o possível ingresso de ação penal.

Na ação civil pública por ato de improbidade, o promotor de Justiça Douglas Dellazari relata que após obter o contato pessoal das alunas em um grupo escolar de WhatsApp – criado a fim de facilitar a continuidade do aprendizado durante a pandemia – o investigado teria passado a enviar diretamente mensagens e imagens de cunho sexual para várias alunas, que têm entre 13 e 14 anos de idade.

Para o promotor, as provas já juntadas ao processo caracterizariam afronta à legalidade, à moralidade, ao dever de honestidade e lealdade às instituições. “A conduta praticada pelo requerido é totalmente incompatível com os princípios vetores da Administração Pública, contrariando a consecução do interesse público”, destacou.

O promotor sustentou ainda que o professor teria violado não só princípios administrativos, mas também o direito à educação, à profissionalização, à cultura, à dignidade e ao respeito, além de expor a risco o desenvolvimento moral das alunas e potencialmente vitimizar outras crianças e adolescentes que frequentam o estabelecimento.

O afastamento do professor é por prazo indeterminado, enquanto for necessário, segundo informou o Ministério Público. A decisão é passível de recurso. Com a ação civil pública, ainda não julgada, a Promotoria de Justiça busca ainda que seja reconhecida a prática de ato de improbidade administrativa, condenando o professor às sanções previstas na legislação, em especial a perda definitiva da função pública.

Com informações Oeste Mais 

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