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Prevenção sobre o câncer de mama foi o tema do encontro alusivo ao Outubro Rosa.

O câncer de mama é o câncer mais comum e o que mais leva a óbito entre as mulheres.

As colaboradoras da Unimed Caçador participaram, na terça-feira, dia 29 de outubro, de um encontro intitulado “Papo Rosa”, com a médica cooperada Fabíola Marques Morosini, especialista em Mastologia.

O câncer de mama é o câncer mais comum e o que mais leva a óbito entre as mulheres. Para 2019 estão previstos 60 mil novos casos da doença. Segundo a mastologista, este número vem aumentando não só no Brasil, mas em todo o mundo. “Isso se deve a piora da qualidade de vida, pois estamos comendo pior e praticando menos atividade física, e pela melhora dos métodos diagnósticos”, relata.

Ela explica que o câncer de mama, de uma maneira resumida, ocorre por uma alteração ou mutação genética no momento da divisão celular, dando origem a células com defeito e que se multiplicam muito rapidamente, ocupando o espaço de células sadias. Quanto aos fatores de risco, estes são os mais variados: hormonais, comportamentais, genético, idade, sexo feminino, entre outros.

Quanto aos sintomas Dra. Fabíola explica que cerca de 10 a 15% não apresentam sintomas. “Já aqueles que apresentam mudanças no corpo, podem ser percebidos através de nódulo ou caroço na mama, duro e indolor, ou ainda apresentar alterações de pele, alterações no mamilo, nódulos palpáveis na axila e saída de secreção dos mamilos”.

A médica afirma que não há como evitar o câncer de mama, considerando que alguns fatores do organismo não há como mudar, como sexo feminino, idade, hormonais e genéticos, “mas alerto que os fatores comportamentais, este sim podem reduzir em até 29% dos casos de câncer de mama”, ressalta, complementando que “o autoexame é importante para que a paciente conheça suas mamas e possa reconhecer se aparecer algo diferente. Mas além do autoexame, ela deve ter as mamas examinadas por um médico pelo menos uma vez por ano”.

A mamografia é o único exame de rastreamento que diminuiu o número de mortes por câncer de mama. “O exame consegue detectar o câncer em estágios iniciais, tumores que não conseguimos palpar, e este têm chances de cura. A orientação é que a mamografia seja realizada por todas as mulheres a partir dos 40 anos, anualmente. Outros exames como ultrassom e ressonância são exames complementares e nunca substituem a mamografia”, afirma Dra. Fabíola.

Durante a palestra, as participantes tiraram suas dúvidas e as colaboradoras, com idade acima de 40 anos, foram agraciadas pela Unimed Caçador com um exame de mamografia. Após a explanação, a cooperativa promoveu um café de integração para encerrar o encontro.

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