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Post dura minutos: Flávio Bolsonaro pede o fim do “tarifaço” e apaga publicação em meio à crise familiar e política

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No texto original, Flávio argumentava que o “justo” seria retirar a tarifa e, em vez disso, impor sanções individuais contra quem, segundo ele, “persegue cidades e empresas americanas” – uma clara referência ao ministro do STF Alexandre de Moraes, que investiga aliados e o próprio pai, Jair Bolsonaro (PL).

A publicação de Flávio ocorre em um momento de alta tensão, em meio à operação da Polícia Federal que impôs medidas cautelares ao ex-presidente Jair Bolsonaro nesta mesma sexta-feira. Além disso, o post vai na contramão da postura defendida por seu irmão mais novo, Eduardo Bolsonaro (PL), que tem atuado nos Estados Unidos.

Ações de Eduardo Bolsonaro e as novas restrições ao ex-presidente

Eduardo Bolsonaro é apontado como o “grande articulador” das sanções impostas ao Brasil pelo presidente americano. Desde que se licenciou do cargo em março, o “filho 03” tem se reunido com aliados de Donald Trump, políticos de direita e outras autoridades, buscando o que ele chama de “respostas contra abusos jurídicos” supostamente praticados no Brasil.

Ainda nesta sexta-feira, Eduardo adotou um tom diferente do irmão Flávio. Em sua rede social X (antigo Twitter), ele marcou Donald Trump na publicação e afirmou, em inglês, que “Alexandre de Moraes dobrou a aposta”. Ele também listou as medidas cautelares impostas ao ex-presidente e divulgou uma nota à imprensa.

As novas restrições contra Jair Bolsonaro foram determinadas por Alexandre de Moraes no âmbito do processo que investiga a tentativa de golpe de Estado. O ex-presidente foi alvo de uma operação da Polícia Federal e precisou comparecer à sede da corporação para colocar uma tornozeleira eletrônica.

Além da tornozeleira, Bolsonaro está proibido de usar redes sociais, de sair de casa entre 19h e 6h (inclusive nos fins de semana) e de manter contato com outros réus e investigados do caso, incluindo seu filho Eduardo Bolsonaro, além de embaixadores e diplomatas estrangeiros.

As medidas cautelares foram autorizadas após um pedido da própria Polícia Federal, com parecer favorável da Procuradoria-Geral da República (PGR). Segundo os investigadores, Bolsonaro teria atuado para interferir no andamento do processo, o que pode configurar crimes como coação no curso do processo, obstrução de Justiça e até atentado à soberania nacional.

Durante a operação, a PF cumpriu dois mandados de busca e apreensão: um na casa do ex-presidente, no bairro Jardim Botânico, em Brasília, e outro no escritório político dele na sede do PL. Na residência, os agentes apreenderam cerca de US$ 14 mil (equivalente a R$ 78 mil) e mais R$ 8 mil em espécie.

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