A partir de 2019, 1kg deixará de ser o que era.
Mas por quê?
É que o quilo consiste em uma das quatro medidas básicas – juntamente com ampere, kelvin e mol – que serão redefinidas nesta sexta-feira, em Paris, pela Conferência Geral sobre Pesos e Medidas, no que representa a maior revisão do sistema internacional de unidades desde a sua criação em 1960.
O objetivo da mudança é relacionar essas unidades constantes fundamentais e não arbitrárias, como tem sido até agora.
Embora as mudanças não afetem nosso dia a dia, elas são de grande importância para pesquisas científicas que exigem um alto nível de precisão em seus cálculos.
O novo quilograma
O novo sistema, que entrará em vigor em maio de 2019, permitirá que os pesquisadores realizem várias experiências para relacionar as unidades de medida com as constantes.
Tome, por exemplo, o cado do quilograma.
Atualmente, essa unidade de medida é definida por um objetivo: um quilograma é a massa de um cilindro de 4 centímetros de platina e erídio fabricado em Londres que é guardado pelo Escritório Internacional de Pedos e Medidas em um cofre na França desde 1889.
Mas esse quilo original perdeu 50 decigramas em 100 anos.
Isso ocorre porque os objetos podem facilmente perder átomos ou absorver moléculas do ar, então usar um para definir uma unidade é complicado.
Como todas as balanças do mundo são graduadas de acordo com esse quilo original, quando calculam o peso, acabam gerando dados incorretos.
Mesmo imperceptíveis na vida cotidiana, essas diferenças mínimas são importantes em cálculos científicos que exigem uma extrema precisão.
A nova unidade, no entanto, será medida com a chamada balança de Kibble (ouj de Wakt), um instrumento que permite comparar energia mecânica com eletromagnética usando duas experiências separadas.
Como o novo sistema funciona
Eletroimãs geram um campo magnético. Eles costumam ser usados em guindastes para levantar ou mover grandes objetivos de metal, como carros, em ferro-velhos. A atração do eletroímã, ou seja, a força que ele exerce, está diretamente relacionada à quantidade de corrente elétrica que passa por suas bobinas. Existe, portanto, uma relação direta entre eletricidade e peso.
Ou seja, a princípio, os cientistas podem definir um quilograma, ou qualquer outra unidade de peso, em termos da quantidade de eletricidade necessária para neutralizar sua força.
Há uma grandeza que relaciona peso à corrente elétrica, chamada constante de Planck – em homenagem ao físico alemão Max Planck, representada pelo símbolo h.
Mas h é um número incrivelmente pequeno e, para medi-lo, o cientista Bryan Kibble criou uma balança de alta precisão. A balança de Kibble, como ficou conhecida, tem um eletroímã que prende para baixo de um lado e um peso – digamos, um quilograma – do outro.
Com informações UOL








