Investigação mantém hipótese inicial e aguarda laudos periciais para conclusão do caso
A nota foi divulgada para conter rumores de que novos fatos poderiam indicar autoria diferente do crime. Segundo a corporação, a principal hipótese continua sendo a de que Thales teria atirado contra os dois filhos e, em seguida, tirado a própria vida.
De acordo com o Grupo de Investigações de Homicídios (GIH), o inquérito segue o mesmo planejamento adotado desde o início. “O trabalho mantém o mesmo escopo, sem alterações na linha investigativa”, informou a polícia. Detalhes adicionais só serão divulgados após a conclusão dos laudos periciais, respeitando o sigilo do processo.
O caso ocorreu no Condomínio Paraíso e causou grande comoção no sul de Goiás e em todo o país. Testemunhas relataram que, pouco antes do crime, o secretário publicou em uma rede social que pretendia tirar a vida dos filhos e, depois, a própria.
Ao entrarem no imóvel, vizinhos encontraram Thales morto sobre a cama, com uma pistola Glock calibre .380 sobre o peito. As crianças estavam ao lado do pai, com ferimentos de bala na cabeça. Ambas chegaram a ser socorridas. Miguel morreu pouco depois. Benício foi transferido em estado grave, mas também não resistiu.
Além dos disparos, testemunhas relataram forte cheiro de combustível no apartamento. A perícia encontrou dois galões de gasolina vazios, indicando que o material teria sido espalhado pelo ambiente antes do desfecho.
Segundo as publicações feitas pelo secretário momentos antes do crime, a motivação aparente estaria relacionada a crises no casamento com a esposa, Sarah Tinoco Araújo. Em uma mensagem de despedida, ele pediu desculpas à família e afirmou ter chegado ao seu “limite”. Na noite anterior, havia feito uma declaração de amor aos filhos nas redes sociais.
O prefeito de Itumbiara, Dione Araújo, que é avô das crianças, também se manifestou publicamente lamentando a tragédia.








