Mulher já tinha quatro filhos e teria feito uso de medicamento abortivo após engravidar novamente
A investigação teve início após o marido da vítima encontrar uma carta escrita por ela, onde expressava suas intenções de interromper a gravidez.
A vítima estava com cerca de 12 semanas de gestação e não havia revelado a gravidez ao marido.
A polícia apurou que a vítima buscou auxílio de familiares e amigos para realizar o aborto. Pelo menos três familiares e amigos próximos, já identificados, prestaram auxílio. Uma mulher, também identificada, forneceu medicamento abortivo, trazido de fora do país.
As evidências indicam o uso de misoprostol, presente no medicamento Cytotec, conhecido por induzir contrações uterinas e provocar aborto.
Devido a complicações decorrentes do procedimento e do medicamento, a vítima procurou atendimento médico, mas seu quadro de saúde se agravou, resultando em morte por infecção generalizada.
A Dpcami realizou uma operação em Chapecó para cumprir mandados de busca e apreensão nas residências de cinco suspeitos de envolvimento no caso.
A polícia está analisando os dados obtidos e realizando diligências para esclarecer todos os detalhes do caso. Todos os envolvidos estão sendo investigados pelo crime de aborto provocado com consentimento da gestante.
A pena prevista é de até 4 anos de reclusão, podendo ser triplicada devido à morte da vítima.








