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PM retira manifestantes que bloqueavam posto de combustível no PR

Golpistas que se recusam a aceitar o resultado das eleições fizeram um bloqueio com terra em duas vias de acesso à uma distribuidora próximo à refinaria de Araucária, na Região Metropolitana de Curitiba (RMC), na noite deste domingo (8). A situação começou por volta das 20h e se estendeu até a madrugada de segunda-feira (9), quando a tropa de Choque da Policia Militar (PM) retirou as pessoas do local usando bombas de gás.

Hostis, os golpistas não autorizavam a proximidade de equipes de imprensa. Eles usaram dois caminhões-caçamba para jogar terra na entrada da distribuidora e impedir que caminhões saíssem com combustível.

O objetivo dos golpistas era fazer com que Curitiba e região ficassem desabastecidos de combustível. O bloqueio dos portões da distribuidora, porém, durou poucas horas, pois na madrugada a PM agiu e, com bombas de efeito moral e balas de borracha, afastou as pessoas e posicionou um trator para retirar a terra do local.

“Vocês são corruptos, traidores, deviam estar aqui para defender o povo. Estão acatando ordem de presidiário. Eu confiei em vocês, mas vocês são uma decepção”, diziam os golpistas aos policiais militares, na frente da distribuidora.

Ataques às refinarias

A Federação Única dos Petroleiros (FUP) emitiu nota alertando sobre os possíveis ataques de manifestantes extremistas a refinarias da Petrobras logo depois dos atos que geraram a depredação do Congresso Nacional, Palácio do Planalto e Supremo Tribunal Federal (STF).

Estes possíveis ataques a refinarias já tinham sido anunciados por bolsonaristas nos últimos dias através das redes sociais. Por volta das 23h de domingo, em uma rede social, a presidente do PT, Gleisi Hoffmann, cuja base política é o Paraná, alertava para o risco de interdição na Repar (Refinaria Presidente Getulio Vargas), em Araucária.

“Os bandidos agora estão tentando impedir as refinarias de distribuir combustíveis”, afirmou ela, destacando imagens do local. “Esse vídeo é de delinquentes lá no Paraná, que estão à frente da Repar, em Araucária. O governo do estado vai deixar? Vai ser conivente com o crime e vandalismo? Cadê a PM do Estado?”, afirmou Gleisi.

Diante das ameaças de ataques, ao longo do domingo, a FUP acionou órgãos federais de segurança, o serviço de inteligência e segurança corporativa da Petrobras e o senador Jean Paul Prates, indicado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para assumir a presidência da Petrobras.

Em uma rede social, Prates disse que a grande quantidade de postagens convocando para mobilizações junto às refinarias merece atenção.

“Entrei em contato com o atual presidente interino em exercício, diretor de Desenvolvimento da Produção, João Henrique Rittershaussen […]. O presidente em exercício da Petrobras informou que as equipes de segurança foram acionadas, bem como a segurança pública, e que as equipes da empresa estão reavaliando a situação a cada momento”, escreveu Prates

Com informações Banda B

 

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