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Planos de saúde atenderão pacientes do SUS a partir de setembro em novo programa

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Iniciativa permitirá que operadoras quitem dívidas com o SUS oferecendo consultas, exames e cirurgias para pacientes da rede pública.

A partir de setembro, pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS) terão uma nova porta de acesso a atendimentos especializados, que poderão ser realizados por operadoras de planos de saúde em todo o país. A medida integra o programa Agora Tem Especialistas, uma iniciativa do governo federal para ampliar o acesso e reduzir as longas filas de espera no SUS.

A proposta central do programa permite que as operadoras de planos de saúde quitem dívidas de ressarcimento – valores que devem ao SUS por atendimentos de seus beneficiários na rede pública – prestando serviços diretamente aos usuários do SUS. A expectativa inicial é converter cerca de R$ 750 milhões em dívidas em consultas, exames e cirurgias. A medida foi oficializada por uma portaria conjunta do Ministério da Saúde, Advocacia-Geral da União (AGU) e Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS).

As operadoras de planos de saúde que aderirem voluntariamente ao programa poderão abater suas dívidas com o SUS prestando atendimento especializado em áreas consideradas prioritárias:

  • Oncologia
  • Oftalmologia
  • Ortopedia
  • Otorrinolaringologia
  • Cardiologia
  • Ginecologia

Para participar, as operadoras deverão comprovar capacidade técnica, oferecer os serviços com agilidade e seguir uma matriz de ofertas alinhada à demanda de cada estado e município. Importante ressaltar que os atendimentos serão realizados em hospitais da rede privada conveniados aos planos, sem custo algum para os pacientes do SUS.

Etapas e fiscalização

O processo de adesão e implementação do programa se dará em fases:

  1. Solicitação de Adesão: Operadoras interessadas devem solicitar a adesão via plataforma InvestSUS.
  2. Avaliação: O Ministério da Saúde avalia a situação fiscal e a capacidade técnica da empresa.
  3. Contrato: Se aprovada, a operadora assina contrato com o governo até o fim de agosto.
  4. Prioridades Locais: Estados e municípios indicam suas prioridades de atendimento.
  5. Início dos Atendimentos: A partir de setembro, os atendimentos aos pacientes do SUS serão iniciados.

A ANS manterá a fiscalização rigorosa sobre as operadoras, com aplicação de multas e penalidades caso não atendam seus próprios clientes ou descumpram as regras do programa. O governo garante que a prestação de serviço ao SUS não substituirá nem prejudicará os beneficiários dos planos.

Para assegurar a eficácia dos atendimentos, o programa utilizará Ofertas de Cuidados Integrados (OCIs), que incluem pacotes completos de serviços (consultas, exames e até cirurgias). As operadoras só receberão após a finalização de todo o combo, visando maior agilidade e resolutividade.

Regras de participação e vantagens

  • Operadoras precisam oferecer mais de 100 mil atendimentos por mês.
  • Planos de menor porte poderão participar com, no mínimo, 50 mil atendimentos mensais, especialmente em regiões com pouca oferta de serviços.
  • Os atendimentos serão regulados com base em critérios clínicos e de prioridade.
  • A distribuição dos atendimentos respeitará a realidade de cada região, focando nas áreas mais carentes.

Segundo o governo, a iniciativa representa um benefício mútuo: a população ganha mais acesso a especialistas e tem suas filas reduzidas, enquanto os planos de saúde podem regularizar sua situação fiscal, otimizar a capacidade de seus hospitais e evitar ações judiciais.

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