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Pizzolato poderá ser extraditado para penitenciária em São Cristóvão do Sul

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O ex-diretor de marketing do Banco do Brasil Henrique Pizzolato, condenado no processo do mensalão a 12 anos e 7 meses de prisão, poderá ser extraditado para uma penitenciária em São Cristóvão do Sul. O governo italiano realizou vistoriais  nas penitenciárias de Itajaí e São Cristóvão do Sul, com o objetivo de saber se os presídios possuem condições de receber Henrique Pizzolato, em uma possível extradição.

A visita acabou surpreendendo, positivamente, não somente o cônsul italiano, mas também os demais integrantes da comitiva que esteve composta por representantes do Ministério Público Federal (MPF), da Advocacia Geral da União (AGU) e dos ministérios da Justiça e das Relações Exteriores.

“A visita foi muito positiva, as condições de cumprimento de pena são extremamente adequadas, as celas têm condições de dignidade, as zonas de convivência possuem espaços para que os presos possam conviver entre eles e com suas famílias, através das visitas, e principalmente, há condições de trabalho e de estudo que permitem que o preso possa crescer como ser humano e com isso se preparar para a ressocialização plena quando terminar o cumprimento de sua pena. O exemplo que está sendo dado por Itajaí e São Cristóvão precisa ser repetido pelo Brasil. Tenho certeza que essa política aplicada aqui, se aplicada em larga escala em todo país, diminuiria a reincidência, melhoraria as condições de cada preso de cumprir pena e com isso diminuiria a violência da sociedade brasileira”, ressaltou Carlos Bruno Ferreira da Silva, Procurador da República.

Pizzolato fugiu para Itália dois meses antes de o Supremo Tribunal Federal expedir o mandado de prisão do processo do mensalão, em novembro de 2013. Foi preso pela Interpol em 5 de fevereiro de 2014 por meio de ordem de prisão expedida pelo Supremo – ele portava documentos falsos em nome do irmão morto.

Pizzolato está preso em Modena, na Itália, onde aguarda decisão sobre sua possível extradição para o Brasil.

O principal argumento da defesa de Pizzolato, que pede que ele permaneça na Itália para cumprir a pena, é que a ala do presídio da Papuda, em Brasília, na qual as autoridades brasileiras dizem que ele deveria ficar preso, é vulnerável.

A decisão do governo italiano sobre a extradição deve sair até o final do ano. Caso seja autorizada, a escolha pelo presídio será do próprio Pizzolato.

Informações: Portal do Contestado

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