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Padre Fábio de Melo é denunciado ao Vaticano após polêmica em cafeteria de Joinville

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Padre foi acusado por um bispo catarinense de não agir com atitude cristã em episódio que levou à demissão de um gerente em SC

A queixa teria sido formalizada na Congregação para a Doutrina da Fé, órgão responsável por investigar denúncias contra membros do clero. A motivação seria a suposta falta de uma atitude cristã por parte do padre. Embora o caso não acarrete consequências graves para Fábio de Melo, a denúncia pode “manchar” seu registro.

Foi tentado contato com a CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil) e o Vaticano, mas não obteve retorno até o fechamento desta reportagem. O padre Fábio de Melo também não se manifestou publicamente sobre o assunto.

O caso voltou a ser amplamente comentado na internet nesta quarta-feira, 18 de junho, com diversas opiniões sendo expressas nas redes sociais. “Finalmente alguém fez alguma coisa com esse padre de festa junina”, comentou uma internauta. “O ego do padre falou mais alto. Agora que aguente as consequências”, disse outro usuário.

Relembre o caso

A polêmica teve início quando o padre Fábio de Melo, durante uma visita a uma cafeteria em Joinville, pegou dois potes de doce de leite sem açúcar que tinham um preço marcado na prateleira. No caixa, no entanto, o valor cobrado era superior.

“Disse muito educadamente que a soma estava errada. A funcionária foi verificar e confirmou que havia um erro”, relatou o padre na época. “O gerente já se adiantou em ser extremamente deselegante, dizendo: ‘O preço está errado e, se quiser levar, o preço certo é este'”.

O padre afirmou que não criou caso, mas usou a situação para reforçar que o valor anunciado ao consumidor deve ser respeitado. “O que mais me assusta é a prepotência. A menina do caixa foi extremamente educada. O gerente dela que veio com aquele tom de ‘sou dono de tudo aqui'”.

Ex-funcionário processa padre Fábio de Melo e empresa

No final de maio, após ser demitido pela loja, Jair José Aguiar da Rosa, o ex-gerente, decidiu processar o sacerdote e a empresa devido à divulgação do caso. A informação foi confirmada pelo Sitratuh (Sindicato dos Trabalhadores em Turismo, Hospitalidade e de Hotéis, Restaurantes, Bares e Similares) em seu perfil no Instagram.

“Estou sendo exposto em todo o país”, afirmou Jair José Aguiar da Rosa na ocasião. Segundo o ex-funcionário, ele não teve contato direto com o padre e soube de seu desligamento pelas redes sociais. Além disso, Jair relatou que recebeu ofensas e estava impedido de sair na rua por conta da repercussão.

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