Uma imensa força-tarefa para desarticular uma organização criminosa especializada em furto e clonagem de carros de luxo foi deflagrada nesta quarta-feira, dia 13, em 11 municípios de Santa Catarina.
O trabalho começou no início da manhã de hoje, envolvendo cerca de 360 agentes da Polícia Rodoviária Federal, Polícia Militar, Polícia Civil e Polícia Científica. Foram cumpridos 26 mandados de prisão e 60 de busca e apreensão.

As equipes estiveram em endereços residenciais e comerciais. Foram apreendidos veículos, documentos, dinheiro em espécie, duas armas, peças automotivas e uma pequena quantidade de drogas.

Batizada de “Operação 60 Segundos”, o nome faz referência a um filme sobre ladrões de carros, que realizavam furtos sob encomenda. Não por coincidência, o esquema praticado pela quadrilha era semelhante, com os modelos encomendados previamente em muitos casos.

Atuação
A quadrilha atuava principalmente entre Itapema e Balneário Camboriú, no Litoral catarinense. Por serem cidades com grande presença de turistas, caminhonetes e SUVs de elevado valor costumam estacionar nas ruas, já que nem sempre há vagas suficientes nas garagens. Os criminosos se aproveitavam e, em poucos minutos, abriam os veículos, desativavam os sistemas de segurança e conseguiam fugir.
Veículos eram desmanchados ou clonados
O destino dos veículos era o desmonte ou a clonagem. As peças importadas, vendidas individualmente, rendiam altas somas para a organização criminosa. No caso dos clones, eram vendidos como veículos legalizados para compradores de vários estados.
Um ano de investigação
A frequência de furtos de caminhonetes de luxo foi percebida por policiais militares e policiais rodoviários federais ainda em 2020. Há um ano foram iniciadas as investigações que culminaram na operação desta quarta-feira.
Os mandados de prisão e busca e apreensão, expedidos pela Vara Criminal de Blumenau, foram cumpridos em Barra Velha, Penha, Ilhota, Balneário Camboriú, São José, Palhoça, Florianópolis, Blumenau, Santo Amaro da Imperatriz, Águas Mornas e Otacílio Costa.
As ações foram coordenadas pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado), união de forças que integra Ministério Público, Polícias Militar, Civil, Rodoviária Federal e Penal, pela Receita Estadual e o Corpo de Bombeiros Militar.
Com informações Oeste Mais








