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“O local seguro para o aluno é na escola”, diz secretário da Educação de SC

A rede estadual de ensino de Santa Catarina, após duas semanas de recesso, volta às aulas na segunda-feira (3) para dar início ao segundo semestre. Em entrevista ao Jornal do Almoço, da NSC TV, o secretário de Estado da Educação, Luiz Fernando Vampiro, avaliou positivamente os primeiros meses de aulas presenciais depois da parada devido à pandemia da Covid-19, e explicou que as medidas sanitárias continuam as mesmas.

— Nós temos um BI (Business Intelligence) da Covid que a gente faz um monitoramento de toda a rede escolar. Os números são pequenos, mesmo naquele período em que o mapa estava todo vermelho. A unidade escolar é um ambiente seguro para seus filhos. Os protocolos de segurança estão sendo mantidos rigorosamente. A escola não está imune à Covid-19, mas é um ambiente seguro e importante — disse Vampiro.

Educação, Milton Ribeiro, clamou para que os alunos e professores do Brasil retomem as atividades presenciais e as escolas reabram. Santa Catarina, porém, foi um dos Estados piorneiros no retorno às aulas presenciais e, desde fevereiro, já havia estabelecido um sistema de aulas híbridas, presenciais ou remotas — a depender das condições da unidade escolar.

Após quase um ano de ensino on-line, no primeiro semestre de 2021, a educação estadual conseguiu reunir cerca de 70% dos alunos nas aulas presenciais. Mais de 8 mil alunos, contudo, abandonaram os estudos e não retornaram às aulas presenciais ou remotas.

Segundo o secretário da Educação de SC, o Comitê de Retomada das Aulas Presenciais estuda as atualizações dos regramentos sanitários para esse segundo semestre. O grupo se reúne na próxima quinta-feira (29) para discutir os próximos passos na retomada às aulas, considerando principalmente a taxa de abandono escolar.

Uma das mudanças possíveis na norma é a redução do distanciamento entre as carteiras. Hoje, considera-se 1,5 metro de distância, mas há a possibilidade de a rede estadual alinhar as regras com a recomendação da Organização Mundial da Saúde (OMS), que orienta um distanciamento de 1 metro. Isso faria com que mais crianças e jovens pudessem frequentar as unidades escolares ao mesmo tempo.
Uma das mudanças possíveis na norma é a redução do distanciamento entre as carteiras. Hoje, considera-se 1,5 metro de distância, mas há a possibilidade de a rede estadual alinhar as regras com a recomendação da Organização Mundial da Saúde (OMS), que orienta um distanciamento de 1 metro. Isso faria com que mais crianças e jovens pudessem frequentar as unidades escolares ao mesmo tempo.

Presença nas escolas estaduais

Muitas escolas da rede estadual adotam o modelo híbrido, que alia o “tempo escola” e o “tempo casa”. De acordo com Vampiro, a secretaria estava tendo um posicionamento flexível quanto à obrigatoriedade da presença do aluno e à marcação de faltas, o que vai mudar no segundo semestre.

— A gente estava bem flexível no primeiro semestre. No tempo casa, a família que estava junto e a gente acompanhava as atividades pela plataforma, e no tempo escola a gente não estava cobrando a obrigatoriedade da presença. A partir do segundo semestre nós entendemos que é diferente. Nós precisamos resgatar essa responsabilidade da obrigatoriedade da escola — explicou o secretário em entrevista ao JA.

Monitoramento dos casos Covid nas escolas estaduais

O monitoramento de casos suspeitos e confirmados nas escolas estaduais foi realizado por um painel digital e interativo atualizado em tempo real, com informações de professores, estudantes e demais profissionais da rede estadual de ensino. Esses dados eram atualizados diariamente pelos próprios gestores das escolas. O secretário afirma que as informações desse painel mostraram que as escolas não estão imunes à Covid-19, mas têm percentuais bem baixo.

Com informações NSC Total 

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