Ontem o amigo Frank Alain de Lima me chamou para que eu contasse uma história de carnaval. Não contei nenhuma, mas tive várias lembranças e uma nostalgia imensa. Mas junto da saudade veio uma dose de tristeza, tristeza por lembrar do Clube das Bochas, que hoje é usado por falta de opção melhor, do Clube Sete, acredito que fechado para sempre, das duas noites em cada clube, das reuniões de bloco, das fantasias, do carnaval que durava 2 meses.
Do Oasis, já nos “finalmente”. Não eram apenas as 4 noites. Eram reuniões, inúmeras visitas às costureiras, noites a fio confeccionando o estandarte, esquentas, carreatas, churrascos “pós-carnaval”. Famílias reunidas nos clubes. Era tão bom que íamos aos carnavais infantis, à tarde só pra ficar olhando.
Nostalgia, tristezas a parte, veio a indignação. Não consegui determinar o fato gerador do fim do carnaval, pois acredito ser uma série de fatores e acredito que o problema não seja apenas aqui.
Mas, como moro aqui, é do carnaval daqui que sinto falta. O carnaval dos amigos, da família, das fantasias, das reuniões, das muitas roupas, da não tão boa música, mas melhor que hoje, da decência. Éramos felizes e não sabíamos!
“…Carnaval, carnaval, carnaval… Eu fico triste quando chega o carnaval…”
Rodrigo H. Carvalho.








