Celso Thomé, funcionário da Prefeitura de Caçador, sempre foi um dos entusiastas do Corpo de Bombeiros Voluntários. Ocupou todos os cargos existentes na corporação, tendo sido seu presidente por mais de uma oportunidade. Zeloso pela causa, mesmo como voluntário, nunca deixou de participar de todas as atividades e, mesmo não estando de serviço, nunca deixou de cumprir sua missão ao se deparar com um caso que merecesse atendimento. Num domingo de manhã, Celso se dirigia para a Rua Salgado Filho, onde morava seu pai. Rua vazia, nenhum movimento, quando se deparou com um cidadão deitado na calçada, aparentando estar ferido.
Como o bombeiro tem seu lema de servir a qualquer momento, sem olhar a quem, Celso parou o carro e se aproximou da “vítima” que permanecia inerte, deitada na calçada. Depois de conferir que estava vivo, perguntou-lhe o que havia ocorrido: “Fui atropelado”, respondeu o cidadão. Celso imediatamente sacou o seu rádio amador (todos os bombeiros usavam um antes do celular) e quando ia chamar a viatura o cara saiu com essa: “Não chama nem bombeiro nem polícia. Eu fui atropelado de casa pela minha mulher. Bebi um pouco de mais e só estou descansando um pouco”.
Vida de bombeiro não é fácil.








