A Divisão de Investigações Criminais (DIC) da Polícia Civil de Joaçaba apresentou, na tarde desta sexta-feira, 15, em Joaçaba, o jovem Vagner Fernandes Nascimento, acusado de ter assassinado Mariane Teles, de 17 anos. Ele trabalhava como jardineiro na Unidade do SENAI Joaçaba e era colega da vítima.
O delegado Regional de Polícia Civil de Joaçaba, Daniel Sá Fortes Régis disse em coletiva de imprensa no início da noite desta sexta-feira, 15, que Vagner afirmou ter um relacionamento com a vítima. “Sua confissão foi espontânea e foi inclusive filmada. Ele é casado e, por meses mantinha o relacionamento com Mariane, mas a adolescente havia cobrado para que o caso amoroso se tornasse público”.
O delegado destacou que Vagner negou envolvimento no desaparecimento e morte de Mariane nos primeiros depoimentos que deu. Porém os elementos colhidos nas investigações levaram ao autor.
A jovem desapareceu no dia 16 de março em Joaçaba e foi localizada a cerca de 36 quilômetros de Jaborá, onde o corpo foi encontrado no dia em que há exato um mês ela havia desaparecido.
“Temos ainda muito trabalho, toda a instrução do inquérito para terminar. Com a confissão de Vagner, já apontamos a autoria. Ele comentou que matou a jovem no mesmo dia do seu desparamento e vivia uma vida normal e trabalhando, como se nada tivesse acontecido”, detalha.
“Ainda conforme o relato do autor, eles chegaram ao local com seu carro e estavam sozinhos”. As circunstâncias do crime serão detalhadas no inquérito que segue em sigilo de justiça. O carro de Vagner está sendo periciado pelo Instituto Geral de Pericias de Joaçaba (IGP).
O delegado destaca que Vagner conhece bem a região onde matou a jovem Mariane, pois seus pais moram próximo do local.
No depoimento, Vagner relatou ainda que Mariane é que pediu para falar com ele e saiu do Senai no dia 16 de março e entrou em seu veículo.
Outra informação fornecida pelo acusado é que tanto a bolsa, quanto o telefone celular da vítima foram destruídos.
Os pais de Mariane Teles, Ingrid e Vilmar teles, estiveram na Delegacia Regional de Polícia e tiveram acompanhamento de uma psicóloga. Muito emocionada a mãe da jovem falou brevemente com imprensa e recebeu o abraço de conforto do delegado responsável pelo caso, também muito emocionado. “Sempre confiamos no trabalho da polícia e tínhamos certeza que eles iam pegar quem fez isso. Mas ele não precisava ter matado ela”, disse aos prantos.
“Eu só tinha visto ele uma vez, aqui mesmo na delegacia dando depoimento, mas Mariane falava dele, comentava e confiava nele, porque era amiga da esposa dele”, conta. Desconfiei desde o início, apenas senti e ele não olhava nos nossos olhos. Tinha certeza no meu coração de mãe, e por descobrir que a família dele morava em Vera Cruz (interior de Jaborá), que tinha sido ele”.
Com informações do Diário do Vale/Paula Patussi.
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