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Mulher pula da sacada após discussão em Videira; polícia investiga versões conflitantes

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Mulher diz ter sido agredida e trancada;  afirma ter sido atacada durante surto

Uma mulher pulou da sacada de um apartamento em Videira, após uma discussão com a namorada, que é vereadora do município. O caso ocorreu na noite de terça-feira (18) e está sendo investigado pela Polícia Civil. As duas envolvidas apresentaram lesões e relataram versões conflitantes sobre o ocorrido.

Segundo informações da Polícia Militar, os agentes encontraram a companheira da vereadora sentada no hall de entrada do prédio, com uma lesão no pé direito. Ela afirmou ter saltado do segundo andar para fugir do apartamento. A mulher relatou ainda que está em processo de separação e que, na noite anterior, teria sido trancada no imóvel, além de agredida com tapas no rosto e enforcamentos.

A vereadora, porém, apresentou outra versão. De acordo com o relato prestado à PM, ela teria recebido uma mensagem da companheira ao sair do trabalho e interpretado como possível indício de traição. Ao chegar em casa, afirmou ter sido agarrada e empurrada pela namorada, que estaria alcoolizada. A parlamentar disse que teve a camisa rasgada e sofreu arranhões no peito.

A vereadora também declarou que a companheira ameaçou tirar a própria vida, correu para a sacada e pulou sobre o telhado de zinco, caindo em seguida em frente ao prédio. Ela disse ter acionado o Corpo de Bombeiros e solicitado ajuda do irmão logo após o salto.

O histórico de conflitos apresentado pelas duas também inclui um episódio ocorrido no dia 11 de novembro. Segundo a vereadora, uma pessoa encontrou seu filho de 5 anos caminhando sozinho e descalço na rua durante a madrugada, enquanto estaria sob os cuidados da companheira. A mulher teria afirmado que havia tomado remédios para dormir e não percebeu a saída da criança.

O delegado Édipo Flamia Hellt, da DPCAMI de Videira, informou que acompanhou o caso durante o plantão. Segundo ele, apesar das acusações de lesão corporal, violência doméstica e cárcere privado, não houve situação de flagrante que permitisse prisão imediata. O delegado determinou a instauração de inquérito policial, que seguirá na DPCAMI para apuração dos fatos.

As duas mulheres foram encaminhadas para a Delegacia de Polícia Civil e passaram por exames de corpo de delito. O inquérito analisará as versões apresentadas e os possíveis crimes enquadrados na Lei Maria da Penha.

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