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Mulher encontrada esquartejada em mala em Porto Alegre é identificada

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Mulher, identificada como Brasília Costa, era manicure e mantinha um relacionamento com o suspeito

A vítima encontrada esquartejada dentro de uma mala na rodoviária de Porto Alegre foi identificada como Brasília Costa, de 65 anos, natural de Arroio Grande, no Sul do Rio Grande do Sul. Manicure e residente na Zona Norte da capital, Brasília mantinha um relacionamento com o principal suspeito do crime, o publicitário Ricardo Jardim, também de 65 anos, que foi preso na madrugada de sexta-feira, dia 5.

Ricardo Jardim possui um histórico criminal alarmante, tendo sido condenado anteriormente a 28 anos de prisão por matar e concretar o corpo da própria mãe em 2015. Ele estava em liberdade devido à progressão de regime. O delegado Mário Souza descreveu o suspeito como “frio, calculista e extremamente inteligente”.

As investigações apontam que Brasília Costa foi assassinada no dia 9 de agosto. Quatro dias depois, partes de seu corpo foram encontradas em sacos de lixo no bairro Santo Antônio. Câmeras de segurança registraram Ricardo Jardim deixando uma mala no guarda-volumes da rodoviária no dia 20 de agosto. O tronco da vítima só foi localizado 12 dias após o crime, quando funcionários da rodoviária notaram um forte odor vindo da bagagem.

Para dificultar a identificação, a polícia suspeita que Ricardo tenha removido as digitais da vítima e separado a cabeça por último, que ainda não foi localizada. O caso está sendo tratado como feminicídio, e a polícia aguarda laudos periciais para determinar a causa exata da morte.

O suspeito foi encontrado com o celular da vítima e, segundo a investigação, chegou a se passar por Brasília em mensagens enviadas a familiares, com o objetivo de evitar que seu desaparecimento fosse notado. Ele também teria tentado utilizar os cartões da manicure, o que reforça a linha de investigação de motivação financeira.

Namorada

Além do seu passado criminal, a polícia apura se Ricardo Jardim utilizava perfis falsos criados com imagens geradas por Inteligência Artificial para atrair mulheres. A possibilidade de outras pessoas terem envolvimento no crime também não está descartada. O delegado classificou o assassinato como uma “afronta à sociedade e à polícia”, reiterando que “está muito claro que ele tinha intenção de tirar dinheiro dessa mulher”.

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