Mulher foi condenada em júri popular a 20 anos e 24 dias de prisão pelo assassinato de Valdemir Hoeckler
Claudia Tavares foi condenada no dia 29 de agosto deste ano, após júri popular em Capinzal, pelos crimes de homicídio, ocultação de cadáver e falsidade ideológica.
O recurso foi interposto pelo promotor Rafael Baltazar Gomes dos Santos, que argumenta que a sentença não considerou de forma adequada a culpabilidade, a personalidade da ré e as circunstâncias e consequências do crime no cálculo da pena.
“Ficou comprovado que a ré agiu de maneira premeditada. Após ceifar a vida do próprio cônjuge, manteve o corpo oculto em um freezer por aproximadamente cinco dias, enquanto simulava preocupação e participava das buscas. Tal comportamento revela frieza e manipulação, o que deveria ter sido considerado no cálculo da pena,” destacou o promotor.
Baltazar também apontou o forte impacto social e a repercussão nacional do caso, que agravaram o sofrimento dos familiares. Segundo ele, a ampla cobertura midiática obrigou os parentes a reviver repetidamente a tragédia, gerando “abalo à ordem pública e ao sentimento de segurança da comunidade local”.
Questionamento da Confissão Espontânea
Outro ponto questionado pelo Ministério Público no recurso é o reconhecimento da atenuante de confissão espontânea. O promotor argumenta que a mulher só admitiu ter cometido o crime após o corpo de Valdemir ser encontrado por amigos dentro do freezer.
Durante o julgamento, Claudia chegou a alegar que sofria violência doméstica, mas esta versão foi descartada pelo júri. O MPSC agora aguarda o posicionamento da Justiça sobre o pedido de revisão e aumento da pena.








