Companheiro teve a prisão temporária convertida em preventiva após solicitação de promotor de Justiça.
O objetivo do MPSC é que o acusado seja submetido a julgamento pelo Tribunal do Júri, sendo julgado por jurados da própria comunidade.
O Crime e a localização do corpo
Lusiane desapareceu no dia 31 de julho, após retornar do trabalho. O companheiro foi preso preventivamente em 5 de agosto, depois que investigadores encontraram vestígios de sangue na moradia, no veículo e nas roupas do suspeito. Na ocasião, ele tentou justificar o sangue alegando que teria sido devido à menstruação da mulher.
Apesar de intensas buscas — que incluíram mergulhadores e cão farejador — o corpo da jovem só foi encontrado por pescadores no dia 20 de setembro, boiando no rio Correntes, amarrado em um cobertor.
O inquérito policial e a denúncia do MPSC apontam que:
- O denunciado tirou a vida da companheira após o retorno dela do trabalho, na noite de 31 de julho.
- No dia seguinte, ele levou o corpo no porta-malas, amarrou pedras nos membros inferiores e o lançou no rio.
- O laudo cadavérico confirmou que a morte ocorreu por asfixia, circunstância que, na Lei do Feminicídio, é causa de aumento de pena.
O promotor de Justiça da Comarca de Santa Cecília, Murilo Rodrigues da Rosa, reforçou que as provas reunidas são contundentes.
“A Polícia Civil vem realizando um grande trabalho para elucidar os fatos, e o Ministério Público de Santa Catarina não medirá esforços para garantir que esse feminicídio vá a julgamento e seja punido,” concluiu o promotor, que também solicitou a conversão da prisão temporária em preventiva.









