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Morre segundo trabalhador ferido na explosão em fábrica da JBS, no Oeste de SC

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Um homem, de 22 anos, é a segunda vítima de um explosão registrada na fábrica JBS de Xanxerê, no Oeste de Santa Catarina. A morte foi confirmada na noite de quinta-feira (3), por meio de nota da empresa. A explosão de uma das caldeiras aconteceu na quarta-feira (2).

Bruno Correa, de 22 anos, estava internado em estado grave no HRSP (Hospital Regional São Paulo). Ele apresentava diversas queimaduras pelo corpo. A primeira vítima foi Leandro Jorge Vargas, de 50 anos, eles faziam a manutenção de um silo na empresa quando sofreram o acidente.

Leandro faleceu na manhã desta quinta-feira, no hospital. Ele teve 90% do corpo queimado, segundo informações compartilhadas por familiares nas redes sociais. As vítimas precisaram ser atendidas imediatamente pelo SAMU (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) e encaminhadas até um hospital.

O que diz a empresa?

A JBS informou, na quarta-feira, que os dois colaboradores envolvidos na ocorrência na sua unidade em Xanxerê foram prontamente atendidos e transferidos para um hospital na região. A empresa segue prestando toda assistência necessária aos colaboradores e suas famílias.

Após saber da morte do trabalhador, a JBS emitiu a seguinte nota: “Com profundo pesar, a JBS confirma as mortes dos colaboradores Leandro Jorge Vargas e Bruno Correa em função da ocorrência da última quarta-feira (02/11) na unidade de Xanxerê. A empresa manifesta toda sua solidariedade aos familiares e amigos de Leandro e Bruno e segue prestando toda a assistência necessária às famílias dos colaboradores”.

A explosão

Uma das caldeiras de uma fábrica da JBS em Xanxerê, no Oeste de Santa Catarina, explodiu nesta quarta-feira (2). Durante a explosão, dois homens ficaram gravemente feridos, segundo o corpo de bombeiros. As vítimas precisaram ser atendidas imediatamente pelo SAMU e encaminhadas até um hospital da região.

O local faz rações para animais, e o espaço pode ter sido propício para as chamas, segundo os bombeiros. Ambas as vítimas, trabalhavam com uma solda em uma espécie de “manutenção” do espaço.

O Tenente Massarotte, do Corpo de Bombeiros Militar de Santa Catarina, atuou no combate às chamas. A hipótese da guarnição é de que a máquina de solda, em contato com os farelos de grãos da fábrica de rações, poderiam ter dado início ao incêndio.

“A poeira gerada na movimentação dos farelos de grão [da ração dos animais] tende a gerar uma atmosfera saturada com partículas orgânicas, e com grande capacidade explosiva, ainda mais se tratando de um espaço confinado, onde há pouca ventilação. O contato desse pó com uma fonte de ignição, que é a chama da máquina de solda, por exemplo, é a principal probabilidade da causa do acidente”, conta.

Com informações ND Mais 

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